janeiro 29, 2008

Viagem: Chapada Diamantina | Bahia - Brasil

Viagem: Chapada Diamantina | Bahia - Brasil

Situada no coração da Bahia, a Chapada Diamantina é cortada por montanhas, chapadões, rios, corredeiras, cachoeiras, cavernas e poços de água transparente. Possui inúmeras nascentes que brotam por entre os paredões rochosos e mais de 35 rios - os maiores são o Paraguaçu e o Rio Preto. Devido à variação do relevo e às diversas formas de vegetação, a fauna é muito rica e algumas espécies podem ser vistas com muita facilidade, tais como: beija-flores, periquitos, papagaios, capivaras e pequenos lagartos. Abriga também pequenos roedores, conhecidos como mocós - que se adaptam desde aos baixos das colinas de calcário até os platôs, sobre a serra – e até mesmo exemplares de grandes mamíferos ameaçados de extinção, como a onça-pintada e a suçuarana.

Chapada Diamantina BahiaAs atrações da Chapada Diamantina são tantas que é difícil escolher por onde começar. Uma delas é o Poço Encantado, que recebe a visita de raios solares das 10h30 às 12h30, possibilitando que se enxergue – através de uma água azul turquesa -, até as miúdas pedrinhas depositadas a 61 m de profundidade. Ele fica em uma das muitas grutas da região e é o cartão postal mais famoso da Chapada, mas os banhos ali são proibidos.

Outro acidente geográfico muito famoso na Chapada é o Morro do Pai Inácio, um mirante natural de onde é possível avistar e admirar a imensidão da Chapada Diamantina, depois de 20 minutos de subida. Fica a 30 km do centro de Lençóis, totalizando 5h de caminhada.

A Chapada conta ainda com o Parque Nacional da Chapada Diamantina, ocupando uma área de 152 mil ha. A beleza encontrada na região é sem igual. Há trilhas com diferentes graus de dificuldade – muitas delas abertas por escravos, tropeiros e garimpeiros -, mas como não existe sinalização, a presença de um guia é fundamental, principalmente durante as trilhas mais longas.

Em todos os passeios é possível admirar lindas orquídeas, bromélias, sempre-vivas e cactos – vegetação abundante no local. Mas é bom lembrar que no Parque ainda não há estrutura de apoio ao visitante. Assim, leve sempre um lanche e água, e não dispense o auxílio dos guias locais. E para quem quer aproveitar ao máximo cada saída, não esqueça roupa de banho, boné ou chapéu, protetor solar, tênis e lanterna com pilhas extras – no caso da visitação de grutas.

Esportes na Chapada
  • Canyoning
O canyoning para a cachoeira do Capivari, a 20 km de Lençóis, é um dos roteiros mais procurados. O programa dura três dias e duas noites, em acampamento, englobando trekking e rapel na cachoeira, com altura aproximada de 37 m.
A cachoeira da Fumaça, com percurso de 48 km entre os municípios de Lençóis e Palmeiras, é um dos roteiros mais difíceis. São quatro dias e três noites, com direito a trekking através do Vale do Capão e tirolesa - descida em cabo de aço a uma altura de 60 m-, para, em seguida, saltar no poço da cachoeira.

  • Cascading
O turista quem vem à Chapada Diamantina em busca de fortes emoções certamente sai satisfeito. Esportes radicais como o cascading e o caving são praticados na maior parte das cachoeiras e cavernas, com diversos níveis de dificuldades. O cascading na cachoeira da Fumaça, em Palmeiras - com 340 m de queda d’água e 420 m de altura do poço ao topo - é um dois maiores desafios. Por ser considerado um dos mais arriscados, é recomendado somente para esportistas com muita experiência.

  • Rapel
O rapel na Gruta do Lapão é a atração perfeita para quem nunca praticou este esporte, mas tem vontade de aprender. A gruta fica a 4 km de Lençóis, e o rapel é feito na boca da caverna, com 50 m de altura e uma travessia de 1.200 m de extensão. Há também, para os mais experientes, a opção do Morro do Camelo, um dos símbolos da Chapada, com 1.050 m de altitude. É possível fazer 240 m de rapel e mais 200 m de pirambeira.

Espeleoturismo – Grutas
  • Poço Encantado
Abriga um lago com 61m de profundidade, com águas azuis escuras. A melhor época para visitação é entre abril e setembro, quando a gruta recebe mais raios de sol, entre 10h30 e 12h30. Para observar o poço – onde os banhos são proibidos –, é preciso adentrar 80 m na caverna por uma íngreme descida.

  • Torrinha
Essa caverna tem formações raras em grande quantidade, como a estalactite com cristal transparente e as flores de aragonita. Em alguns pontos é preciso andar agachado. Existem três opções de roteiro para visitar a Gruta da Torrinha, com diferentes preços e durações.

  • Lapa Doce
Gruta com 850 m subterrâneos repleta de estalactites e estalagmites.

  • Da Pratinha
Nesse passeio, é possível conhecer o lago externo e um trecho do rio que passa pela gruta - com a utilização de máscara e colete flutuante.

  • Azul
Paredão inclinado com lago no fundo – ou dolina -, onde o sol incide entre as 14h30 e 15h30. Essa visita pode ser feita junto com a Gruta da Pratinha, pois são vizinhas.

  • Poço Azul
Lago subterrâneo de coloração azulada. O melhor horário para visitação é entre 13h30 e 14h30, e o acesso à gruta é de nível fácil.

  • Do Lapão
É uma gruta formada por quartzito, com entrada de 50 m de diâmetro. São 3h de caminhada difícil – por 5 km - a partir de Lençóis.

Atrações
  • Lençóis
Principal destino para quem deseja conhecer a Chapada Diamantina. A cidade dispõe de boa infra-estrutura para atender a visitantes brasileiros e estrangeiros. Descortina-se em um dos contrafortes da Serra do Sincorá e seu formato lembra um presépio. Lençóis foi tombada como Patrimônio Histórico e é considerada a capital do diamante - uma das maiores referências entre as cidades baianas ligadas ao garimpo. O casario é testemunha dos tempos de opulência da aristocracia lençoense que viveu da riqueza e do prestígio advindos dos diamantes. É interessante andar pelas ruas, observar o traçado arquitetônico e o calçamento da cidade, feito com a própria pedra da região. Outra atração é a residência da família Sá, que hoje abriga a Prefeitura Municipal, um marco da riqueza das famílias tradicionais. Além disso, o médico e escritor lençoense Afrânio Peixoto nasceu no mesmo sobrado onde hoje funciona o Museu Afrânio Peixoto, que expõe vários pertences do escritor, inclusive os escritos originais de seus romances e o fardão da Academia Brasileira de Letras, da qual fez parte.

  • Roteiro das Cachoeiras
O Roteiro das Cachoeiras pode ser feito em duas etapas: a primeira, uma caminhada de aproximadamente 3 km, abrange a Cachoeirinha, Cachoeira Primavera, Poço Halley, Salão das Areias Coloridas e o Serrano. A segunda, outra caminhada de 3,5 km, até o Ribeirão do Meio. Para todas as caminhadas na Chapada é necessário calçar um bom tênis, vestir roupas leves, levar água e um lanche. Nos passeios mais longos, é indispensável a contratação de um guia e o uso de agasalhos para suportar a queda de temperatura nos finais de tarde.

  • Cachoeira da Primavera
Localizada a 2 km da cidade de Lençóis - 45 minutos de caminhada - a cachoeira da Primavera é o primeiro da série de espetáculos que a natureza local oferece. Com cerca de 6m de altura, formada pelo riacho Grisante, um afluente do Rio Lençóis, a Primavera é uma cachoeira permanente, com água gelada e forte, ótima para massagear o corpo.

  • Poço Halley ou Paraíso
O Poço Halley ou Poço Paraíso, como era originalmente chamado, é formado pelo Rio Lençóis e situado em um cânion. O rio desce por sobre o leito pedregoso e se espalha para o largo, formando o poço com cerca de 3 m de largura por 10 m de comprimento e profundidade máxima de 2 m.

  • Salões de Areias Coloridas
São formados pela erosão de rochas graníticas e conglomerados de arenito, de onde artesãos recolhem variados tons de areia para encher garrafas com diversos desenhos, oferecidas aos turistas como souvenir. Essas garrafas podem ser encontradas nas diversas lojas de artesanato da região.

  • Poço Serrano
O local, um antigo garimpo, é um mirante natural, de onde se pode observar a cidade e o vale do Rio São José - que mais adiante, se junta ao primeiro para desaguar no Paraguaçu. No local, pode-se tomar um banho reconfortante.

  • Ribeirão do Meio
O Ribeirão do Meio fica a 3,5 km do centro de Lençóis. Para chegar lá, a opção preferida por turistas alemães, franceses e paulistas é uma cavalgada de meia hora.

  • Cachoeira do Sossego
A cachoeira do Sossego está a exatamente 8 km da cidade – 6 km de caminhada em trilha e 2 km através do leito do Rio Ribeirão.

  • Morro do Pai Inácio
Para chegar lá, escalam-se 400 m da trilha que liga o fim do asfalto ao topo do morro do Pai Inácio. Do pico, que fica a 1.150 m acima do nível do mar, avistam-se a Serra do Sincorá, a Serra da Bacia e a Serra da Chapadinha. Ele está localizado cerca de 30 km a partir do centro de Lençóis. São 5h de caminhada.

  • Morro do Camelo
Fica ao norte da Chapada, ao lado do Morro do Pai Inácio. São 4 km de distância, com acesso para de carros e trilhas, para quem prefere encarar a caminhada. Sua altura é de aproximadamente 170 m.
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janeiro 27, 2008

Viagem: Blumenau | Santa Catarina - Brasil

Viagem: Blumenau | Santa Catarina - Brasil

Blumenau Santa CatarinaA cidade catarinense que concentra um dos maiores pólos da indústria têxtil do País também gosta de festejar e praticar o ecoturismo. Sede da famosa Oktoberfest, Blumenau está situada no Nordeste do Estado de Santa Catarina, e faz questão de manter todas as tradições e heranças deixadas por seus colonizadores europeus.

O espírito hospitaleiro que paira no ar da cidade chama a atenção de qualquer visitante, seja nacional ou internacional. A influência germânica na arquitetura – que mantém inúmeras casas em enxaimel – se mistura, sem perder o brilho, com as edificações modernas foram ganhando espaço com o passar do tempo. A culinária típica também marca presença, e garante deliciosos momentos de prazer àqueles que gostam de conhecer o novo.

Em um passeio pelas ruas, pode-se ver também a importância dada à preservação do meio ambiente. São serras e morros cobertos pelo verde, conferindo à cidade um toque especial. Esse lado ecoturístico desperta o interesse dos adeptos das cavalgadas – programa sempre presente nos roteiros das propriedades rurais dos arredores da cidade. Blumenau é assim, um convite permanente ao prazer.

Eventos
  • Oktoberfest - Blumenau em Ritmo de Polca, Chope e Alegria
A maior festa alemã do País foi realizada pela primeira vez em 1984. O evento faz de Blumenau o principal destino turístico do Estado de Santa Catarina no mês de outubro. É uma festa animada, no qual todos podem saborear com tranqüilidade um bom chope e a excelente comida típica alemã ao som das melhores bandas da região.

Atrações
  • Teatro Carlos Gomes e Igreja Matriz
Construções históricas preservadas pelo tempo, que contam um pouco da trajetória da cidade. Ambos ficam na Rua XV de Novembro.

  • Museu do Cristal
Inaugurado em 1997 para mostrar a história do cristal, a produção de matéria-prima, potes e ferramentas, beneficiamento (pintura, lapidação, serigrafia), design e arte. Fica na Rua Rudolf Roedel, 147, Bairro Salto Weissbach.

  • Museu da Cerveja – Biergarten
Exibe instrumentos utilizados na fabricação da cerveja, tão apreciada na região. Está localizado na Praça Hercílio Luz.

  • Museu da Família Colonial
Situado numa construção de 1864, expõe objetos e pertences do fundador da cidade e dos primeiros imigrantes alemães a chegar à cidade. Fica ao lado do Parque Botânico, numa área de quatro mil metros quadrados, com árvores seculares. Localiza-se na Alameda Duque de Caxias, 78.

  • Igreja do Espírito Santo
Templo evangélico em estilo gótico construído em 1877.

  • Museu Ecológico Dr. Fritz Müller
Casa de 1867 onde morou o cientista; Atualmente guarda seus objetos e uma das maiores coleções de insetos do mundo. Fica na Rua Itajaí, 2.195.

  • Vila Itoupava
Fica a 25km do Centro e preserva aspectos autênticos da colonização alemã. A maioria de seus sete mil moradores domina o idioma de origem, e suas casas mantêm o estilo enxaimel – com floreiras, jardins e gramados bem cuidados. Ali é possível encontrar ótimos licores de fabricação caseira.

Compras

Roupas, artigos para cama, mesa e banho; e Cristais
Por abrigar um dos maiores pólos de indústria têxtil do País, Blumenau dispõe de inúmeras lojas onde as roupas de malha, cama, mesa e banho de alta qualidade oferecem preços convidativos. Os cristais também fazem parte do roteiro, principalmente devido aos bons preços, que atraem grande número de compradores todos os anos.
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janeiro 25, 2008

Viagem: Abrolhos | Bahia - Brasil

Viagem: Abrolhos | Bahia - Brasil

A 70km da costa, na altura da cidade de Caravelas, extremo sul do Estado da Bahia, encontra-se o Parque Nacional Marinho de Abrolhos. O arquipélago de mesmo nome, composto de pequenas ilhas de origem vulcânica, é um dos melhores pontos de mergulho do Brasil. Suas águas cristalinas proporcionam ótima visibilidade, têm temperatura amena e abrigam grande diversidade de fauna e flora subaquática, com destaque para exuberantes formações de corais, além de naufrágios.

Conta-se que o nome do arquipélago veio da advertência dos antigos navegadores portugueses sobre os perigos da região: “Abram os olhos”. É que as enormes barreiras de coral submersas sempre foram ameaça para os navios e provocaram vários acidentes.
Em Abrolhos podem-se encontrar inúmeras espécies de peixes, moluscos, corais, esponjas, etc. Em terra firme, destacam-se as aves marinhas: atobás, trinta-réis, fragatas, grazinas e beneditos, principalmente. Além dos animais que habitam o parque, há aqueles que o visitam sazonalmente, para reprodução. É o caso da baleia-jubarte, das tartarugas-marinhas e de algumas aves migratórias.

Na ilha predomina a vegetação de pequeno porte, basicamente por gramíneas e herbáceas, com ocorrência de algumas espécies exóticas.

Horário de funcionamento
O Parque é aberto todos os dias. Diversas embarcações oferecem passeios de um dia ou mais. De dezembro a junho a visibilidade da água é melhor, 20 metros. Há passeios específicos para ver as baleias-jubartes de julho a novembro. Em todo o ano as saídas estão sujeitas às condições do vento.

Atrações
  • Caravelas
Cidade de apoio para as visitas a Abrolhos, Caravelas é também ponto de partida para interessantes passeios de barco por manguezais da Ilha da Cassumba e dos rios Caravelas e Caribê. Outra opção de passeio é Coroa Vermelha, local para mergulho e observação de corais. Vale a pena conhecer a Catedral de Santo Antônio e a Capela de Santa Efigênia, ambas construídas por volta de 1750, em estilo barroco, que guardam imagens sacras dos séculos XVII e XVIII. Antigos casarões coloniais do centro são revestidos com azulejos de Macau. Há, ainda, boas praias, algumas praticamente desertas, com acesso apenas a pé ou de barco. Várias manifestações tradicionais religiosas e folclóricas acontecem por lá. Na festa do padroeiro Santo Antônio, são realizadas missas cantadas em latim, procissões e quermesses.

  • Nova Viçosa
Possui várias praias com bares e quiosques a beira-mar. Na Ilha da Cassumba fica a praia de Barra Velha, com vila de pescadores e extenso coqueiral. De lá partem passeios de barco pelos manguezais do rio Caribê, até Caravelas. Também é cidade de apoio para visitas a Abrolhos.

  • Mergulho
O mergulho é a maior atração de Abrolhos. A visibilidade dentro da água chega a 25m e a temperatura média fica em torno de 25º C. Lá podem ser admirados os chapeirões, raras formações de corais coloridos de até 20m de altura em forma de cogumelo. Inúmeros peixinhos coloridos, barracudas, garoupas, meros, enguias, moréias, pargos e tubarões, além de golfinhos, tartarugas, crustáceos e moluscos habitam as profundidades do mar em torno das ilhas. O naufrágio mais visitado é o cargueiro italiano Rosalina, com 93m de comprimento, cuja popa está próxima à superfície. Não é preciso ser um mergulhador experiente. O uso de equipamento básico (máscara, snorkel e nadadeiras) é suficiente para se apreciar as maravilhas naturais que habitam o mar em torno do arquipélago. Agências de turismo especializadas de Caravelas e Nova Viçosa organizam roteiros que incluem transporte e equipamentos de mergulho.

  • Passeios ao Arquipélago de Abrolhos
Das ilhas que formam o arquipélago, Siriba, Guarita, Sueste e Redonda estão dentro dos limites do parque nacional, que inclui também o Parcel dos Abrolhos e o Recife dos Timbebas, além do mar ao redor, completando cerca de 90 mil hectares. A Ilha de Santa Bárbara, a maior delas, fica fora da área de preservação e abriga um antigo farol construído em 1861. Lá residem funcionários do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) responsáveis pela administração do parque, militares da marinha e pesquisadores.
A Ilha Siriba é a única em se permite o desembarque de turistas. Com o acompanhamento de guias do Ibama, caminha-se ao seu redor para a observação de diversas espécies de aves migratórias e residentes, como atobás, fragatas, e trinta-réis, e migratórias, como a viuvinha, que lá fazem seus ninhos. Eventualmente, podem ser vistas tartarugas marinhas desovando nas praias. Na Ilha de Santa Bárbara, o desembarque só é permitido mediante autorização da Marinha.

  • Observação de Baleias
Quando o inverno começa na Antártica, um grupo de baleias jubartes troca o frio do sul por uma temporada nas águas rasas e quentes do Estado da Bahia. Entre os meses de julho e novembro, elas vêm para Abrolhos namorar e ter seus filhotes. Os filhotes nascem com quatro ou cinco metros de comprimento e com até cinco toneladas, depois de uma gestação que dura um ano. São sempre filhos únicos. Para crescer e engordar, nos seus nove primeiros meses de vida, o bebê mama cem litros de leite por dia. Durante quase um ano, é totalmente dependente da mãe, que o ensina a explorar o ambiente.

As jubartes também são conhecidas como baleias cantadoras, pois seu ritual de acasalamento exige dos machos muita habilidade vocal, que é testada em longas cantorias. É, literalmente, no grito que eles derrotam seus concorrentes e ganham a fêmea.
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janeiro 23, 2008

Viagem: Foz do Iguaçu | Paraná - Brasil

Viagem: Foz do Iguaçu | Paraná - Brasil

Foz do Iguaçu está localizada no extremo Oeste do Estado do Paraná, na fronteira do Brasil com Paraguai e Argentina. E junto com as cidades argentinas Ciudad Del Est e Puerto Iguassu, faz parte de um dos maiores pólos de turismo cultural da América do Sul.
A palavra Iguaçu significa "água grande", na etimologia tupi-guarani. Um nome que combina com a grandiosidade das cataratas do Iguassu, uma das maravilhas naturais do planeta, com 275 cachoeiras com altura média de 60m. Todos os anos, milhares de turistas brasileiros e estrangeiros visitam essa que é uma das principais atrações turísticas do País. A maior atração é a Garganta do Diabo, que fica do lado argentino. É possível fazer um passeio de barco pelas corredeiras das Cataratas no emocionante Macuco Safári.
Mas Foz do Iguaçu oferece outras atrações, como o Parque Nacional do Iguassu, uma das mais belas reservas ecológicas do mundo, com 225 mil hectares e reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade. Conta também com um Centro de Visitantes, ônibus elétrico e o Porto das Canoas, um espaço com lojas de suvenires e restaurante panorâmico.
Foz do Iguassu dispõe também de um campo de golfe de nível internacional. Há ainda o Ecomuseu, o Zoológico do Bosque Guarani e o Marco das Três Fronteiras, local onde os territórios de Brasil, Argentina e Paraguai se encontram.
Outro passeio interessante é a visita à Usina Hidrelétrica de Itaipu – a maior do mundo em sua categoria – para conhecer sua gigantesca dimensão. Há também o Parque das Aves, onde viveiros abrigam centenas de exemplares de numerosas espécies dos cinco continentes.
Do outro lado do rio, na cidade paraguaia de Ciudad del Leste - que faz divisa com Foz -, podem-se comprar artigos importados com isenção de taxas até os valores determinados pela Receita Federal brasileira.

Atrações
  • Parque Nacional do Iguaçu
Foi criado em 10 de janeiro de 1939 e tombado Patrimônio Natural da Humanidade em 1986 pela UNESCO, constituindo uma das maiores reservas florestais da América do Sul, bem como de proteção dos recursos naturais renováveis do Estado do Paraná.
O Parque funciona de terça a domingo, das 8h às 17h; e na segunda-feira, das 13h às 17h. Durante o verão, fica aberto até 18h. Os ingressos são cobrados individualmente. Há também uma taxa pelo veículo.
É possível visitar as cataratas o ano inteiro. No verão, há rápidas pancadas de chuva, mas as quedas ficam mais volumosas e a mata mais exuberante. Chuvas prolongadas ocorrem entre os meses de setembro e outubro.
Além de abrigar as Cataratas, conserva área de Mata Atlântica com grande diversidade de flora e fauna. Lá vivem cerca de 350 espécies de aves, 250 de borboletas e 50 de mamíferos - algumas das quais ameaçadas de extinção, como a onça-pintada e o papagaio-de-peito-roxo.
O Parque pode ser explorado por meio de trilhas na mata e por passeios de caiaque e barco. Há locais apropriados para rafting, rapel e arvorismo. Conta com infra-estrutura completa para receber os visitantes, como transporte interno e lanchonetes, além de um tradicional resort.

  • Cataratas do Iguaçu
Formadas no rio Iguassu, as quedas se estendem por 2.700m. Trilhas ladeadas pela vistosa floresta subtropical do Parque Nacional do Iguassu levam às passarelas e mirantes para a observação das cataratas. Destaque para o mirante localizado bem próximo da queda Garganta do Diabo – com 90m de altura -, no lado argentino do Parque.

  • Passeio de helicóptero
Proporciona belíssima vista aérea do Parque Nacional do Iguaçu. É a melhor maneira de se perceber as dimensões reais das cataratas. Outra opção de passeio é o sobrevôo da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

  • Centro de Visitantes - Museu
Localiza-se dentro do Parque Nacional do Iguaçu, instalado num casarão da década de 1940. Seu acervo conta com inúmeros exemplares de animais empalhados, mostras minerais, espécimes vegetais, material etnográfico regional, objetos indígenas, urnas funerárias e artesanato pertencente a cultural tupi-guarani - além de mostras botânicas existentes na região através de painéis fotográficos. Externamente, em frente ao Museu, há uma escadaria com aproximadamente mil metros de extensão que desce até a margem do rio Iguaçu.

  • Poço Preto
É um passeio feito em veículo especial – por uma trilha rústica de 18 km - por entre a exuberante vegetação do Parque Nacional. Tem duração de até cinco horas. Permite fotografar ou observar aves, e conta com acompanhamento de guias especializados. O acesso é feito no km 18 da BR 469 - Rodovia das Cataratas.

  • Salto do Macuco (Macuco Safári)
Neste passeio o visitante percorre trilhas em veículo elétrico aberto, acompanhado de guias trilíngües, por três quilômetros de selva. O veículo para no início de uma trilha de 600 m que leva até o Salto do Macuco - possui águas límpidas e cristalinas que caem de uma altura de 20 m sobre rochas, formando um pequeno lago. Mas quem não quiser ir a pé pode descer no mesmo carro até o local de embarque no bote inflável. Em uma aventura emocionante, o bote navega pelas águas de um cânion, chegando bem próximo das enormes quedas da Garganta do Diabo e depois, recebendo a “bênção molhada” do Salto dos Três Mosqueteiros. O acesso é feito pela Rodovia das Cataratas - km 23, no interior do Parque Nacional do Iguaçu. Uma dica: se não quiser ficar encharcado, leve capa de chuva.

  • Enseada Rio Branco (Porto Canoas)
Localizada 1 km acima das Cataratas, a Enseada Rio Branco representa um local de descanso e lazer. Tem área arborizada, com churrasqueiras, bancos e mesas, e uma maravilhosa vista panorâmica do Rio Iguaçu.

  • Zoológico Bosque Guarani
Desde 1996, o Zoológico Municipal é um exemplo de educação ambiental, lazer e turismo. A área de 40 mil m² conta com 20 recintos – percorridos através de trilhas-, onde os visitantes podem apreciar animais como tucanos, araras, onças, macacos, entre outros. O local possui ainda cerca de mil árvores nativas e três lagos. O zôo abriga cerca de 683 animais de 49 espécies. Fica na Rua Tarobá, 875 – Centro, e funciona de terça a domingo, das 9h às 17h, no inverno, e das 9h às 18h, durante o verão.

  • Parque das Aves
Considerado um santuário ecológico, o Parque das Aves está localizado próximo ao Parque Nacional do Iguaçu, numa área de 17 hectares de mata nativa. Uma trilha pavimentada leva o visitante aos imensos viveiros, integrados com a floresta, que proporcionam o conhecimento de aproximadamente 900 aves de 180 espécies. No Parque é possível encontrar também um borboletário, com 25 espécies e um setor de répteis. Todos estes animais podem ser visto a poucos metros de distância. O Parque possui ainda estacionamento, lojinha de souvenires e lanchonete. Fica na Rodovia das Cataratas (BR-469) - km 11. Funciona diariamente - inclusive nos feriados - das 8h30 às 17h30, no inverno, e de 8h30 às 18h, durante o verão.

  • Lago de Itaipu
Resultado do represamento do Rio Paraná, o Lago de Itaipu abastece a usina e banha 15 municípios. A hidrelétrica pertence ao Brasil e ao Paraguai. Há visitas monitoradas que levam os turistas a conhecer suas instalações externas, passando pela barragem e o mirante, com vista do vertedouro que forma uma enorme cortina de água. A Usina Hidrelétrica de Itaipu, recordista mundial em geração de energia elétrica, foi considerada pela Sociedade Americana de Engenharia Civil uma das sete maravilhas do mundo moderno. O Lago de Itaipu oferece diversos atrativos, como praias artificiais, barcos para passeio e regatas, clubes, marinas e parques.

  • Ponte da Amizade
Fator decisivo na atração de investimento e negócios entre Brasil e Paraguai, a ponte foi inaugurada em 1965. Localizada no final da BR-277, a Ponte Internacional da Amizade possibilita o acesso rodoviário direto a Assunción, pela Ruta 01 no Paraguai.

  • Bourbon Iguaçu Golf Club & Resort
Com um campo de golfe profissional de 18 buracos que ocupa mais de 600m² da área total do empreendimento, o Bourbon Iguaçu Golf Club & Resort integra os circuitos que reúnem esportistas de todo o Brasil. Dotado de completa infra-estrutura de lazer e hospedagem, foi concebido pelo arquiteto sino-americano Tai-Ping Hwang. O projeto valoriza os apartamentos amplos e aconchegantes, instalados em sete vilas, cada uma com dez apartamentos. Localizado na Rodovia das Cataratas, km 2,5.
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janeiro 22, 2008

Viagem: Belém | Pará - Brasil

Viagem: Belém | Pará - Brasil

Em Belém as pessoas costumam perguntar “Você vai sair antes ou depois da chuva?”. Quem não conhece o Estado do Pará pode até estranhar a brincadeira, mas ela é bastante comum na região. Devido ao clima quente e úmido, chove praticamente todos os dias. E por mais incrível que isso possa parecer, a chuva cai quase com horário marcado: por volta das 3h da tarde. A capital paraense atrai a atenção por diversas razões. As frutas deliciosas, que só existem ali; os traços marcantes da cultura indígena; construções arquitetônicas incríveis; além de uma cultura popular riquíssima. Na “cidade das mangueiras” – como é carinhosamente chamada pela população local – após a reforma realizada em suas praças, parques e museus do século passado, parte da história brasileira pode ser vista de perto. A Cidade Velha abriga lembranças de uma época anterior ao ciclo da borracha, que estão estampadas nas ruas estreitas e nos casarões com fachadas de azulejos, e que datam do século XVII. Um passeio pela cidade pode conduzir o visitante a uma viagem pelo tempo. Em Belém você também pode aproveitar o encanto da mata nativa. Inspirado no "Bois de Boulogne" (Paris), o Bosque Rodrigues Alves mostra um pouquinho da bela Amazônia. Há deliciosos locais para caminhadas, piqueniques ou simplesmente para desfrutar do convívio com a natureza. No entanto, o maior atrativo da cidade é o Mercado Ver-o-Peso. O local tem esse nome porque, no período colonial, eram feitas ali as verificações do peso das mercadorias, que chegavam pelo porto ao lado. Hoje, é um lugar onde se encontra de tudo.

Eventos
  • Círio de Nazaré
Além das lendas da morena Iara e da Vitória Régia, Belém é conhecida pela festa do Círio de Nazaré, que acontece anualmente no mês de outubro. A procissão, que hoje reúne cerca de 1,5 milhões de fiéis, é uma das maiores manifestações católicas do País. Tocar a corda presa à berlinda de Nossa Senhora de Nazaré é a maior prova de devoção à santa.

Atrações
  • Basílica de Nossa Senhora de Nazaré
Construída em 1852 exatamente no local onde a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi encontrada pelo caboclo Plácido, a Basílica de Nazaré é uma combinação harmônica de elementos decorativos espalhados por todos os lados. Em seu interior existem 32 colunas de granito; 54 vitrais feitos na França e que contam a história do Círio; 38 medalhões em mosaico, produzidos no Brasil e em Milão; e 19 estátuas em mármore carrara, algumas delas esculpidas por Antônio Bozzano. Nas peças são encontradas figuras barrocas, em estilo clássico e até em arte renascentista. A Basílica fica na Praça Justo Chermont.

  • Teatro da Paz
O mais importante do Estado do Pará, e um dos mais conceituados do Brasil. Ostenta e simboliza a riqueza dos tempos áureos da borracha. Seu projeto foi elaborado no estilo neoclássico. A construção começou em 1868, mas só terminou seis anos depois, em 1874. Possui sala de espetáculos com 1.100 lugares, obedecendo ao critério teatral italiano. A casa possui aparelhagem moderna de som e luz, além de refrigeração Central. Está localizado na Rua da Paz, Praça da República.

  • Museu Emílio Goeldi
Reconhecido há tempos como um dos mais importantes centros de pesquisa científica do Brasil, dedica-se ao estudo da flora e fauna Amazônica. Dali saíram também importantes estudos sobre os povos indígenas, primeiros habitantes da região. No parque zoobotânico o visitante vai poder conhecer e admirar mais de três mil amostras de plantas cuja incidência se dá na região, além de 700 tipos de madeiras e um pequeno zoológico. O aquário e a exposição permanente de artefatos, resgatados pelo esforço da instituição em decifrar a etnografia da região, completam a coleção que oferece ainda um painel evolutivo da ocupação da Amazônia. Fica na Rua Magalhães Barata.

  • Museu de Arte Sacra
Primeiro no gênero em toda a região Amazônica, funciona no conjunto formado pela Igreja de Santo Alexandre e o Palácio Episcopal, no Bairro da Cidade Velha – núcleo que deu origem à cidade. Detentor de um rico acervo com mais de 300 peças de arte sacra, é considerado um dos mais importantes do País. Possui espaços específicos para exposições permanentes, Galeria Fidanza, Café do Museu e Boutique Empório das Artes. Está na Praça Frei Caetano Brandão, Cidade Velha.

  • Mercado Ver-o-Peso
Criado em 1688, surgiu quando os portugueses resolveram cobrar imposto de tudo que entrava e saía da Amazônia. Apesar de parecer um grande varejão, a mistura de cores, cheiros e objetos é muito interessante, além de folclórica. Ali, encontram-se ervas medicinais, diversas frutas regionais, artesanato, utilidades domésticas, carnes, peixes e temperos. O Ver-o-Peso reúne duas mil barracas e camelôs por toda parte; e fica nas proximidades do antigo Mercado de Ferro, junto ao cais.

  • Bosque Rodrigues Alves – Jardim Botânico
Inspirado no Bois de Bologne, de Paris, o Bosque Rodrigues Alves é um pedaço de floresta Amazônica preservado no meio da cidade. Em uma área de 16 hectares, em plena Avenida Almirante Barroso – uma das mais movimentadas da cidade – há 2.500 espécies nativas, um orquidário, lagos, grutas, cascatas e até uma réplica de montanha. Podem ser vistos animais de pequeno porte característicos da região, como macacos-de-cheiro, cotias e araras.

  • Complexo Estação das Docas
Reabriu as janelas de Belém para a Baía do Guajará. O projeto de restauração abrange a área de antigos armazéns da Companhia de Docas do Pará. Trata-se de estruturas metálicas pré-fabricadas na Inglaterra e que foram montadas no início do século XX em Belém. São 18 mil metros quadrados de área urbanizada, com serviços de bar-café, restaurantes diversos, lojas, agências de turismo, bancos, além de auditório e dois memorais: Memória do Porto e Memória da Fortaleza de São Pedro Nolasco. Há, ainda, uma estação fluvial e extensa área externa.

Compras
  • Artesanato
O trabalho mais encontrado em Belém são as réplicas de vasos, jarros e outros utilitários das cerâmicas marajoara e tapajônica, herança dos primitivos habitantes da Amazônia. Em Belém, é possível encontrar exemplares para compra nas lojas da Avenida Presidente Vargas. Há ainda colares, cocares, arcos e flechas, e cestas indígenas.
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janeiro 19, 2008

Viagem: Garopaba | Santa Catarina - Brasil

Viagem: Garopaba | Santa Catarina - Brasil

Ancorada no litoral Sul do Estado de Santa Catarina, com 8 praias, cada qual com seus atrativos, encontra-se Garopaba. Na década de 70, a pequena vila de pescadores foi descoberta por "forasteiros" que, com suas mochilas e barracas, começaram a dar-lhe um colorido diferente. Este foi o embrião da cidade, que hoje, graças a uma legislação urbanística apropriada, ainda mantém as características da "vila" original, com casas térreas e sobrados.
Abençoada pela natureza com sua beleza, apresenta perfil ideal para o ecoturismo e a prática de esportes como: surf, windsurf, asa delta, parapente, trekking e o enduro. Para aqueles que não abrem mão de muita agitação, existem os "points" badalados da praia da Ferrugem.

Atrações
  • Baleia Franca
De julho a novembro, o litoral de Garopaba recebe visitantes muito especiais: as baleias francas (Eubalena Australis). Estes imensos mamíferos, que podem medir até 15m de comprimento e pesar aproximadamente 40 toneladas, chegam em busca de águas mais rasas e quentes para ter e amamentar seus filhotes. Geralmente, avistamos mães com seus filhotes nadando junto à costa, dando saltos acrobáticos e mostrando suas nadadeiras. As baleias francas foram caçadas até 1973 quando a última estação baleeira (Armação), localizada em Imbituba (Estado de Santa Catarina), fechou suas portas. Em setembro de 2000, foi criada na região Sul do litoral do Estado de Santa Catarina a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA). A APA tem como objetivos básicos proteger a baleia franca e garantir o uso racional dos recursos naturais da região. Algumas empresas oferecem passeios para observação de baleias (Whale whatching). É recomendável procurar uma que respeite a lei federal 7643/87 e a portaria IBAMA 117/96, que garantem a proteção das baleias contra perturbações indevidas.

  • Prainha do Negro
Localizada no extremo Sul do município de Garopaba, entre as praias do Ouvidor e Vermelha. O acesso é pelas pedras em paralelo ao costão do Ouvidor.

  • Lagoa de Garopaba
A Lagoa de Garopaba tem uma ligação natural com o oceano, formando o canal que separa a Ferrugem da Barra. Além dos peixes, também se pescam caranguejos e camarões. Ver o pôr-do-sol da lagoa é um espetáculo imperdível. Enquanto se põe atrás dos morros, o sol dá um colorido todo especial às águas. Como se não bastasse, por muitas vezes, há a participação especial dos pescadores com seus barcos.

  • Lagoa de Ibiraquera
Com suas águas tranqüilas, a lagoa de Ibiraquera é própria para a prática de windsurf, jetski, mergulho, canoagem, pesca e outros esportes náuticos. O camarão-rosa, crustáceo muito apreciado em todo o mundo, é encontrado em abundância neste ambiente, contribuindo para o enriquecimento da gastronomia local.

  • Lagoa do Siriú
Deságua na Praia Siriú e, enquanto percorre toda a serra, embeleza ainda mais a paisagem. Assim como a Lagoa de Garopaba, na Lagoa do Siriú procriam peixes e também camarões.

  • Portinho
Localizado entre as praias do Ouvidor e Vermelha, proporciona uma vista magnífica dos costões do Ouvidor até a ponta da Silveira. O acesso é pelas pedras paralelas ao costão do Ouvidor. O local é um ótimo ancoradouro para pequenas embarcações.

  • Rio Siriú
Filetes de água que descem do morro da Gamboa compõem o rio Siriú, que mais adiante deságua na Lagoa do Siriú.

  • Rio da Encantada
Começa no bairro de Ambrósio e deságua na lagoa de Garopaba.

  • Porto Novo
Localizado no extremo Sul da praia do Rosa, é o lugar apropriado para a pesca da tainha. Ali já foram arrastadas, de uma só vez, em 1974, dez mil tainhas em época de safra. Em dias de ondas fortes, também é procurado por surfistas, que atravessam a arrebentação.

  • Ilha do Coral
Bela ilha a 45 minutos de barco da praia de Garopaba. Durante a temporada são oferecidos serviços de transportes para passeios por lá.

  • Cachoeira do Macacú
Devido à ação dos raios solares nas pedras durante o dia, as águas sofrem um leve aquecimento, tornando-a agradável também à noite, seja para banho ou mergulho. No local, existe uma serraria desativada, movida a roda d'água.

  • Dunas
As praias do Siriú e do Ouvidor são cercadas por dunas, que favorecem a prática de esportes na areia. Ficam na estrada que liga Garopaba a Paulo Lopes. Está localizada a 5 km do centro, é de fácil acesso, possui uma ampla área e inclinação, ideal para a prática do sandboard. Conta com toda a infra-estrutura necessária no local. No meio-ambiente, serve como filtro físico à ação das ondas, além de fornecer reserva de areia para a praia, evitando assim, o avanço do mar.

  • Praia do Rosa
Mundialmente conhecida por receber, anualmente, a visita das baleias francas, que chegam para reproduzir e amamentar seus filhotes entre os meses de julho e novembro; e por suas ondas, bem formadas, grandes e propícias para a prática de surf. Situa-se a 70 km de Florianópolis e a 15 km do Sul de Garopaba, e é cercada por costões.
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janeiro 18, 2008

Viagem: Aparecida do Norte | São Paulo - Brasil

Viagem: Aparecida do Norte | São Paulo - Brasil

Localizada no Vale do Paraíba, leste do Estado de São Paulo, a cidade de Aparecida do Norte atrai milhões de peregrinos de todas as partes do país durante o ano. Mas é no dia 12 de outubro que a cidade é especialmente visitada por devotos de Nossa Senhora Aparecida. Somente nesse dia, mais de 200 mil romeiros vão até lá para participar de uma das missas celebradas na Catedral-Basílica de Nossa Senhora Aparecida, conhecida como "Basílica Nova", e na Basílica Nacional de Aparecida, conhecida como “Basílica Velha”. Durante todo o ano a cidade chega a receber sete milhões de pessoas. O turismo e as atividades econômicas do município giram em torno da religiosidade celebrada ali, onde existem mais de 50 indústrias voltadas para o comércio religioso, movimentado pela fé. A cultura também é marcante na cidade. Durante todo o dia 12 de outubro são realizadas peças teatrais, exposições e cursos de artesanato. A cidade e as igrejas têm completa infra-estrutura para atender quem chega ali. No Santuário Nacional de Nossa Senhora os romeiros contam com ambulatório médico, bazar, sala de batizados, capela da penitência, salão para as refeições, berçário, estacionamento, exposição, museu, sala das promessas e centro de apoio ao romeiro, onde o comércio religioso é bastante diversificado. Além das duas igrejas principais, Aparecida do Norte tem mais nove igrejas que atendem à população local. Na cidade existe também um parque temático, com brinquedos, atividades religiosas e culturais.

Eventos
  • Festa de Nossa Senhora Aparecida
A Festa de Nossa Senhora Aparecida é realizada entre os dias 3 e 12 de outubro, com uma novena festiva na Basílica Nova. A festa atrai turistas de toda a região do Vale do Paraíba, do Brasil e também do mundo. Às 18h do dia 12, uma procissão segue da Basílica Velha e percorre as ruas da cidade até o Santuário Nacional. No final da caminhada são realizados shows musicais no Pátio das Palmeiras.

Atrações
  • Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (Basílica Nova)
Construído a partir de 1955 esse novo templo é o maior de Aparecida e foi projetado com o objetivo de receber o número crescente de romeiros que visitam a cidade. Essa igreja foi consagrada pelo Papa João Paulo II em 1980 e, quatro anos mais tarde, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil declarou oficialmente a basílica de Aparecida como o Santuário Nacional. Construído em estilo neo-romântico, o templo tem quatro naves, formando uma cruz. É lá que fica a Santa Nossa Senhora, em um nicho de mármore e ouro, denominando o altar-mor. A Basílica tem paredes de tijolos aparentes e capacidade para 45 mil pessoas.

  • Matriz Basílica de Nossa Senhora Aparecida (Basílica Velha)
Conhecida como Basílica Velha, a Matriz Basílica de Nossa Senhora Aparecida é ligada à Matriz Velha por uma passarela de 500 metros. Seu estilo barroco é marcado por duas torres e sinos. Os degraus de pedra da entrada do templo estão gastos e marcados pelos pés de milhões de fiéis que visitam o lugar todos os anos. O templo já passou por reformas e ampliações que estão sendo registradas nas diversas datas cravadas em suas imponentes paredes externas. No interior da Igreja o altar-mor e o retábulo foram esculpidos em mármore de Carrara, na Itália. Os púlpitos e as talhas ornamentadas foram esculpidos em cedro.

  • Capela das Velas
A Capela das Velas fica na Basílica Velha. A quantidade de pontos luminosos forma um espetáculo, que emociona quem chega ali. São velas de todos os tamanhos e formatos, que representam os pedidos e os agradecimentos dos fiéis.

  • Sala dos Milagres
A sala dos Milagres e das Promessas fica no subsolo da Basílica Nova e é um dos locais mais visitados do Santuário Nacional. O ambiente foi criado para receber e expor as peças entregues pelos fiéis, como as fotografias, que cobrem completamente as paredes da sala.

  • Passarela da Fé
A Passarela da Fé foi inaugurada em 1972 para ligar a Basílica Velha à Basílica Nova. A construção em forma de “S” é uma homenagem à Santa Nossa Senhora da Conceição Aparecida. A passarela é destino certo para quem visita a cidade, especialmente aos domingos, quando, no horário das missas, a calçada fica repleta de visitantes. A passarela da Fé tem 500m de quê extensão. Na parte mais alta da Passarela é possível ter uma visão panorâmica da cidade.

  • Centro Histórico
Uma das partes mais movimentadas de Aparecida, o Centro Histórico é o pólo turístico-cultural e de lazer da cidade. Localizado em volta da Basílica Velha, o lugar abriga bares, restaurantes, lojas, hotéis e o um shopping aberto.

  • Igreja de São Benedito
Os anjos esculpidos nas portas e beirais do templo são os maiores e mais belos destaques da Igreja de São Benedito, inaugurada em 1924. A simplicidade de sua única torre demonstra a singeleza da construção.

  • Morro Do Cruzeiro
O Morro do Cruzeiro é o lugar escolhido todos os anos para a encenação da Via Sacra, nas sextas-feiras de Quaresma. O local foi totalmente reformado para receber os milhares de visitantes que passam por ali. No Morro do Cruzeiro foram construídas, em bronze e estilo neoclássico, as 14 estações da Via Sacra.

  • Aquário de Aparecida
Quem gosta de natureza não pode deixar de visitar o aquário de Aparecida. São diversos tanques com espécies de animais de águas doce e salgada. Em uma piscina montada no aquário, é possível tocar em tubarões, estrelas do mar e ouriços. No local, são realizados projetos de educação ambiental em parceira com as escolas da cidade.

  • Relógio das Flores
Com espécies de plantas de todas as regiões do Brasil, o colorido relógio das flores de Aparecida foi o primeiro a ser plantado no Vale do Paraíba, em 2003. Ele fica na Praça Victor Coelho de Almeida, onde estão mais de quatro mil mudas de flores.

  • Porto Itaguaçu
O Porto Itaguaçu, localizado no antigo bairro das Pedras, é o ponto do rio Paraíba onde foi encontrada por três pescadores a imagem da Santa Nossa Senhora Aparecida. Depois de uma reforma, em 1997, o porto foi transformado em ponto turístico, onde existe o monumento “Os Três Pescadores”, do artista Chico Santeiro. Para chegar até o Porto, onde existe também uma bela capela, o visitante pode optar por passeio de charrete ou balsa, seguindo pelo rio Paraíba.
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janeiro 15, 2008

Viagem: Petrópolis | Rio de Janeiro - Brasil

Viagem: Petrópolis | Rio de Janeiro - Brasil

A história de Petrópolis começou em 1830, quando Dom Pedro I encantou-se pelo clima e beleza da Mata Atlântica e adquiriu a Fazenda do Córrego Seco. As terras foram herdadas por Dom Pedro II e deram origem, em 16 de março de 1843, à Petrópolis. O projeto urbanístico, tido como arrojado na época, ainda hoje pode ser apreciado quando se caminha pelas ruas do Centro Histórico, outrora sede da Fazenda. Construída para ser a sede da Corte, Petrópolis ainda hoje possui a majestade típica das cidades que fizeram história. As mansões dos barões, viscondes e condes, situadas próximas ao Palácio Imperial, hoje um belo museu, revelam o estilo de vida de uma época romântica e aristocrática. De saraus e trajes sofisticados, de refinamento e poder.

Não só as marcas do Império encantam e chamam atenção na cidade. A natureza também deixou suas imponentes marcas. Na região, localiza-se o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, onde está a impressionante formação rochosa chamada de "Dedo de Deus". Trilhas e passeios a cavalo levam o turista a descobrir uma abundante vegetação, orquidários, cachoeiras, vales e montanhas que oferecem vistas deslumbrantes e momentos de aventura.

Não deixe de visitar o Museu Imperial, a Casa de Santos Dumont, o Quitandinha, o Palácio de Cristal e as casas do Barão de Mauá, Princesa Isabel, Rui Barbosa, além do Palácio Rio Negro, residência de verão dos presidentes da República.

Eventos
  • Bauernfest (junho)
A festa é uma homenagem à colonização alemã e oferece muita música, comida e danças típicas. O evento é o segundo maior do Estado e realiza-se num burgo construído nos arredores do Palácio de Cristal.

  • Exposição Agropecurária (abril)
A exposição acontece todos os anos no Parque Municipal, com duração de uma semana e milhares de participantes.

  • Natal
É a festa preferida da cidade. Petrópolis fica toda ornamentada e enfeitada com milhões de lâmpadas multicoloridas. Concertos de corais e procissões de velas dão o tom da Cidade Imperial durante o período.

Atrações
  • Museu Imperial
Em estilo neoclássico, a casa era o antigo Palácio Imperial que D. Pedro II mandou construir em 1848. Os jardins, desenhados por Jean Baptiste Binot sob a orientação pessoal do imperador, merecem destaque. Além de guardar os objetos e móveis do palácio, o Museu ainda reúne relíquias do Brasil Império como, por exemplo, a coroa de D. Pedro II. Há também no local uma pinacoteca e o Arquivo Histórico do Museu Imperial.

  • Palácio de Cristal
Com estrutura metálica e vedação de vidro, foi fabricado na França. É um exemplo perfeito do novo estilo arquitetônico surgido com a Revolução Industrial. Foi palco de vários bailes, começando pelo de sua inauguração em 2 de fevereiro de 1884. Aí também, a Princesa Isabel assinou a libertação de 103 escravos pouco antes da abolição da escravatura.

  • Palácio Quitandinha
O nome Quitandinha vem de o fato do local ser parada de viajantes do início do século para comer e repousar. É um palácio impressionante em estilo normando, com 50.000m² de área construída e 6 andares. A decoração é de Dorothy Drape, cenógrafa que marcou época em Hollywood. O Quitandinha conta a história da época de ouro do rádio, dos cassinos e das chanchadas. Ele próprio surgiu, em 1944, como um luxuoso hotel-cassino.

  • Catedral São Pedro de Alcântara
Construída em 1884 em estilo gótico francês do século XVIII. Destacam-se em seu interior obras esculpidas em mármore Carrara. A Capela Imperial guarda estátuas da família imperial, além dos restos mortais de D. Pedro II, D. Teresa Cristina, Princesa Isabel e Conde d’Eu. Localiza-se na R. S. Pedro de Alcântara, 60 - Centro.

  • Museu Casa do Colono
Com suas paredes originais de pau-a-pique e barro misturado com capim, lembra as várias famílias imigrantes que colonizaram Petrópolis.

  • Casa do Barão de Mauá
Sede da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo de Petrópolis, foi mandada construir, em 1852, pelo Barão de Mauá, que utilizou nos gradis ferro fundido em sua fábrica. Ergue-se em estilo neoclássico, rodeado de jardins onde há algumas palmeiras raras e jasmineiros perfumados.

  • Palácio Rio Negro
Construído em 1889 pelo Barão do Rio Negro para sua residência, foi sede do governo entre 1894 e 1902, quando Petrópolis foi capital do Estado do Rio de Janeiro. A partir de 1903, tornou-se a residência de verão dos Presidentes da República até a construção de Brasília. As núpcias do presidente Hermes da Fonseca e Nair de Teffé, um dos casamentos mais badalados da época, foram realizadas nos salões do Palácio Rio Negro.

  • Atrativos Naturais

Rafting pelo rio Paraibuna, descida de rapel na cachoeira Véu da Noiva, cavalgada ecológica no Haras Analu e pela região que liga o vale do Cuiabá a Teresópolis, caminhadas ecológicas pela serra dos Órgãos e trekking na reserva biológica do Tinguá, são algumas das muitas escolhas que se pode fazer para aproveitar a estada em Petrópolis.
Outra boa pedida é percorrer o antigo "Caminho do Imperador", ou "Estrada Imperial", que liga Petrópolis a Pati do Alferes, pelo alto da serra do Couto, num percurso de 36 km.

  • Parque Municipal
Oferece área de lazer com quadras de esporte, ciclovia, local para caminhadas, picadeiro de areia e local para shows e festas populares.

  • Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Fica bem próximo a Petrópolis, na região da Serra dos Órgãos. Curiosas formações rochosas como o Dedo de Deus, com 1.692 m de altitude, e a Pedra do Sino, com 2.263 m de altitude desafiam a habilidade de montanhistas. Criado em 1939, seus 11.800 hectares abrigam orquídeas, samambaias, paineiras, ipês e cedros, além de quatis, cutias e espécies ameaçadas de extinção como o papagaio-de-peito-roxo.

Compras

Petrópolis possui um pólo de compras que oferece os mais diversos produtos. Confira os quatro principais pontos:

  • Rua Teresa
Próxima ao Centro Histórico. Conhecida nacionalmente como um incomparável shopping a céu aberto, com roupas e acessórios de moda a preços de fábrica (atacado e varejo).

  • Bingen
Bairro localizado a 10 km do Centro Histórico. Lá você também encontra roupas e acessórios mais baratos, além de um forte pólo de fabricação de móveis, papéis e tecidos para decoração.

  • Itaipava
3º distrito do município de Petrópolis, a 15 km do Centro Histórico. Destaca-se pela excelência da gastronomia e lojas de cerâmica, móveis, decoração, roupas, acessórios de moda, antiquários e artesanato.

  • Rua 16 de Março
Localizada no Centro Histórico. Possui shoppings, lojas de roupas e calçados, de conveniências, presentes, informática, perfumarias, joalherias, livrarias, restaurantes, cinemas e entretenimento.
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janeiro 11, 2008

Viagem: Balneário Camboriú | Santa Catarina - Brasil

Viagem: Balneário Camboriú | Santa Catarina - Brasil

Balneário Camboriú está localizada a 84km da capital do estado e é um dos principais pólos de turismo de Santa Catarina. O motivo é simples e quem chega à cidade logo descobre. As paisagens naturais são belíssimas, o clima é agradável e as atrações estão por todos os lados. As praias de Camboriú são as estrelas da cidade. As águas são limpas e transparentes, ideais para banho. No verão, o balneário é o ponto de encontro de surfistas, que encontram ondas perfeitas para a prática do esporte, e de naturistas, que têm na Praia do Pinho espaços reservados com completa infra-estrutura e privacidade. A pesca é outra atividade muito praticada por lá. As praias mais indicadas são a de Taquara e a do Estaleiro. Quem visita a cidade também se encanta com o tradicional passeio de teleférico, que liga as praias Central e Laranjeiras. Durante a descida, que leva em torno de 15 minutos, é possível avistar diversas paisagens e parar para praticar arvorismo nas áreas de Mata Atlântica do Morro da Aguada. Ali existem trilhas e mirantes que dão vista para o mar. A rede hoteleira de Camboriú conta com mais de cem hotéis e pousadas para atender a todos os gostos e bolsos. Se preferir, o visitante pode se hospedar à beira-mar e saborear as delícias feitas à base de peixes. As noites também são movimentadas na orla da Praia Central, onde fica grande parte das boates, restaurantes e bares. O calçadão é iluminado, dando ainda mais charme aos passeios noturnos.

Atrações
  • Cristo Luz
Construído em 1997, o monumento Cristo Luz tem 33 metros de altura e uma iluminação especial. Na mão esquerda do Cristo, um canhão com 86 tonalidades diferentes de luz colore o monumento à noite. De lá é possível ter uma bela vista da Praia Central. Cristo Luz é um complexo turístico, com lojas e lanchonetes para atender os visitantes.

  • Ilha das Cabras
Escunas, pedalinhos e caiaques são os meios de transporte para quem quer conhecer as belezas da Ilha da Cabra, um dos principais cartões-postais de Balneário Camboriú. Fica a 600 metros da Praia Central.

  • Cascata das Sereias
A Cascata das Sereias fica ao lado da Rótula das Figueiras. Luzes e águas envolvem as sereias do monumento, que tem na sua parte superior uma escultura que simboliza o sol, marca registrada da cidade.

  • Parque Unipraias
Com 85 mil m2, o Parque Unipraias é uma das atrações turísticas mais visitadas em Balneário Camboriú. Um fascinante passeio pode ser feito em bondinhos instalados no parque, ligando as praias de Laranjeiras e Central. Na estação Barra Sul, é possível encontrar praça de alimentação, shopping e área para recreação infantil. No Alto do Morro da Aguada, o Parque Ambiental de Mata Atlântica oferece 500 metros de trilhas ecológicas, três mirantes, bares, auditório panorâmico e anfiteatro, além dos refúgios ecológicos. A última estação leva o visitante à bela praia de Laranjeiras.

  • Beto Carrero World
Outra grande atração na cidade é o parque multitemático Beto Carrero. Lá o visitante pode desfrutar diversos passeios em parques de diversão, ilhas e zoológicos. Shows que apresentam danças e lutas atraem adultos e crianças. A beleza e a grandeza dos brinquedos encantam as crianças em mais de 50 áreas distintas.

Praias
  • Central
A Praia Central é a mais badalada de Balneário Camboriú. São 6,8km de extensão com águas tranqüilas e limpas. Durante a ressaca do mar, Central vira ponto de encontro dos surfistas. A orla possui completa infra-estrutura com bares, restaurantes, boates e grande parte dos hotéis da cidade. À noite o calçadão da praia é iluminado, realçando a beleza do lugar.

  • Laranjeiras
As águas tranqüilas e transparentes da Praia de Laranjeiras são muito procuradas pelos amantes de esportes náuticos. Ao todo são 750 metros de extensão, com boa infra-estrutura de bares e restaurantes. Outra grande atração da praia é o fato de ela ser um sítio arqueológico onde foram encontrados fósseis de três mil anos. O acesso se dá via Interpraias ou pelo teleférico.

  • Do Buraco
O mar agitado da Praia do Buraco atrai os esportistas. De lá é possível ter uma bela vista da Praia Central, distante 3km. O acesso é feito por trilhas ecológicas. A praia faz divisa com a cidade vizinha de Itajaí.

  • Do Estaleirinho
Bela vegetação, ondas fortes e águas limpas compõem o cenário dessa praia, com 700m de extensão. Diversos hotéis e pousadas estão instalados na orla.

  • Do Estaleiro
As águas limpas e as areias grossas dessa praia compõem o ambiente ideal para a prática de pesca de arremesso. Sua extensão é de 1.450 metros.

  • Do Pinho
A praia do Pinho possui águas calmas e límpidas em 500 metros de extensão. É uma das praias naturistas mais procuradas no litoral brasileiro. Lá os adeptos encontram área para camping, restaurantes e bares. A área é cercada por uma bela costa coberta por vegetação, rigorosamente fiscalizada.

  • Taquaras
Lugar ideal para a prática de pesca de arremesso, Taquaras é formada por areia grossa e águas tranqüilas e profundas. Ali existe uma pequena colônia de pescadores. Localiza-se a 8km ao sul do centro.

  • Taquarinhas
Localizada a 7km ao sul da cidade, a Praia de Taquarinhas possui águas muito limpas e areias grossas. Muito procurada para a prática de pesca de arremesso.

Compras
Na Praia do Estaleiro, um complexo de artesanato oferece peças de diversas partes do Brasil como, por exemplo, as almofadas de retalhos de Santa Catarina e as bonecas do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
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janeiro 10, 2008

Viagem: São Francisco do Sul | Santa Catarina - Brasil

Viagem: São Francisco do Sul | Santa Catarina - Brasil

A bela São Francisco do Sul, localizada numa ilha do litoral norte de Santa Catarina, é a cidade mais antiga do Estado – foi fundada em 1660. Colonizada por açorianos, São Chico, como é carinhosamente conhecida, constitui um dos cartões-postais mais bonitos da região, com suas 13 praias e conjunto arquitetônico formado 150 prédios de estilo colonial. Tanta beleza deu à cidade o título de Patrimônio Histórico. São Francisco do Sul é conhecida ainda por ter um dos mais importantes portos naturais do Brasil, o quinto maior em movimentação de containeres. É ele que movimenta uma expressiva parte da economia local. As praias da cidade guardam lugares especiais para quem gosta de agito, como é o caso de Enseada, onde existe uma orla com hotéis, bares e restaurantes, e também para quem quer descansar e curtir a natureza, a exemplo da praia do Ervino. Outras opções são os passeios de ecoturismo. Em alguns lugares é possível praticar trekking em trilhas que levam a cachoeiras refrescantes. No centro da cidade a atração fica por conta dos prédios antigos, construídos em estilos colonial e alemão nos séculos XVIII e XIX. É lá também que estão o Museu Histórico de São Francisco do Sul, o Museu Nacional do Mar e o Mercado Público Municipal, lugar preferido pelos visitantes para fazer compras.

Eventos
  • Festilha
A Festilha é uma tradicional festa beneficente realizada em São Francisco do Sul durante quatro dias do mês de abril. O objetivo é celebrar as tradições da ilha, com comidas típicas de origem açoriana, apresentações folclóricas e outras atrações, quem demonstram as características da cultura local.

Atrações
  • Museu Histórico de São Francisco do Sul
Localizado no centro-histórico de São Francisco do Sul, este museu guarda parte do passado da cidade, com fotos, objetos, móveis antigos e mapas da região. O prédio, construído no século XVIII, já foi a Câmara Municipal e a Cadeia Pública, onde estiveram presos líderes da Guerra do Contestado. O horário de funcionamento é de 9h às 18, de terça à sexta-feira, e de 11h às 18, aos sábados e domingos.

  • Museu Nacional do Mar
O Museu Nacional do Mar é um dos lugares mais visitados da cidade. Quem conhece se encanta com a riqueza das peças expostas ali, feitas, em sua maioria, de modo artesanal. O navegador Amyr Klink foi homenageado com uma sala que conta a história de suas aventuras e expõe o barco Paraty, usado por ele para atravessar o Atlântico. Vale a pena conhecer as belezas e as histórias contadas por cada uma das 422 peças do Museu, entre miniaturas e embarcações em tamanho natural. Toda essa diversidade fez com que Santa Catarina entrasse para um projeto que prevê a transformação do Estado em um centro de Memória Naval Brasileira.

  • Mercado Municipal
O prédio construído a partir de 1916 é hoje um movimentado centro comercial de São Francisco. Em suas bancas estão à venda desde frutos do mar e legumes a peças do artesanato local.

  • Forte Marechal Luz
O Forte Marechal Luz, localizado a 15km do centro da cidade, foi construído em 1909 sobre ruínas. A antiga bateria de artilharia de costa, composta por quatro canhões, ainda está lá e é ativada todas as manhãs de sábado, durante a troca da bandeira por soldados com trajes de época.
Para visitar o lugar é necessária autorização prévia da guarnição militar.

Praias
  • Balneário de Paulas
O Balneário de Paulas é formado por quatro belas praias, localizadas a apenas 1,5 km do Centro Histórico da cidade. Com características semelhantes, as praias dos Ingleses, da Figueira, do Salão e do Calixto são formadas por águas cristalinas, rasas e calmas, onde é possível ver os peixes nadar. Geralmente são habitadas por pescadores, que tiram da água o sustento de suas famílias. O Balneário de Paulas é palco de competições náuticas nacionais.

  • Balneário de Capri
As praias do Balneário de Capri estão a 18 km do Centro de São Francisco. Águas tranqüilas e piscosas são características de suas duas praias, onde os frutos do mar fazem parte do cardápio principal dos bares e restaurantes, com destaque para o camarão.

  • Praia do Forte
Praia de mar aberto, ideal para pesca e surf. Na região está o Morro do João, onde sé encontrada a areia monazítica, indicada para pessoas com problemas reumáticos por causa de seus poderes terapêuticos.

  • Praia de Ubatuba
A praia de Ubatuba é uma das mais procuradas pelos turistas por suas águas limpas e cristalinas. Localizada a 12Km do centro de São Francisco do Sul, essa praia fica entre as praias de Enseada e Itaguaçu. As areias de Ubatuba são freqüentadas também por praticantes de vôlei e surfe.

  • Praia de Itaguaçu
A Praia de Itaguaçu, localizada entre o Morro João Dias e o Balneário de Ubatuba, é uma das mais procuradas por veranistas, surfistas e pescadores da região, que praticam pesca de arremesso. Na parte próxima ao Morro João Dias, a atração são as areias monazíticas, ricas em minerais e usadas como tratamento de algumas enfermidades pela medicina alternativa.

  • Balneário de Enseada
Formado pelas praias de Enseada e Molhe, o balneário tem águas limpas, rasas e calmas. Em Enseada existe uma boa infra-estrutura de hotéis, bares e restaurantes, onde os pratos principais são feitos com frutos do mar, especialmente mariscos. Suas areias são palcos para eventos culturais e esportivos.

  • Praia da Saudade
A Praia da Saudade, conhecida também como Prainha, é reduto de surfistas durante todo o ano. Localizada entre Enseada e Praia Grande, a Prainha é considerada uma das mais bonitas pelos moradores da região.

  • Praia Grande
A natureza quase intocada da Praia Grande faz desse lugar um refúgio. Assim como na Praia da Saudade, as águas revoltas atraem surfistas, pescadores e também naturistas. As areias são claras e fofas, completando a paisagem cercada de verde, onde é possível desfrutar de muito sossego.
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janeiro 06, 2008

Viagem: Ouro Preto | Minas Gerais - Brasil

Viagem: Ouro Preto | Minas Gerais - Brasil

Passear pelas íngremes e estreitas ladeiras de Ouro Preto - que ainda mantêm o calçamento original de pedras -, é fazer uma viagem no tempo. Antiga capital da Província de Minas Gerais, Ouro Preto atrai turistas de todo o Brasil e do mundo que desejam conhecer a nossa história e a arte sacra de Aleijadinho e Ataíde, além do artesanato local e da típica comida mineira.
A cidade detém o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco. Isso permitiu a preservação até os dias de hoje de um dos mais ricos conjuntos arquitetônicos do País.
Ouro Preto foi um importante pólo econômico e político no século XVIII, quando enormes quantias de ouro foram descobertas nas serras mineiras, gerando grande desenvolvimento na região. A cidade também foi palco de um importante episódio da história brasileira: a Inconfidência Mineira, em 1789, quando Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes) lutou pela independência do Brasil, ainda colônia de Portugal.
Hoje, os casarões, igrejas e palácios erguidos durante o chamado Ciclo do Ouro são museus de grande visitação, onde estão expostos objetos dos antigos moradores. As casas que pertenceram aos inconfidentes e as igrejas barrocas, ornadas com ouro no mais clássico estilo rococó, agora abrigam arte e história.
E para quem se cansar do banho de cultura e história e quiser um contato direto com a natureza, Ouro Preto oferece o Parque Estadual do Itacolomi, com trilhas para caminhadas e várias cachoeiras nos arredores.

Eventos
  • Festival de Inverno
Acontece em julho e traz apresentações e shows musicais, espetáculos teatrais, exposições de todos os tipos, além das oficinas de arte.

  • Semana Santa
Nessa época as ruas são enfeitadas com tapetes de serragem colorida e flores que representam a via sacra vivida por Jesus – tradição da igreja Católica. Geralmente acontece no mês de abril, mas por se tratar de uma data móvel, os dias certos são definidos anualmente.

  • Carnaval
Desfiles de blocos formados pelas repúblicas de estudantes da cidade. Acontece no mês de fevereiro e atrai multidões interessadas na folia dos mineiros de Ouro Preto.

Atrações

Igrejas

  • Matriz Nossa Senhora do Pilar
O projeto desta igreja, considerada uma das mais requintadas do barroco, é atribuído a Pedro Gomes Chaves. A talha da capela-mor foi executada por Francisco Xavier de Brito. O acervo ainda inclui magnífica talha coberta de ouro e mais de quatrocentos anjos esculpidos. Foram empregados em sua ornamentação cerca de 400 quilos de ouro e 400 de prata.

  • Nossa Senhora do Carmo
O projeto é de Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, e sua construção foi entre 1766 e 1772. Era freqüentada pela aristocracia de Vila Rica.

  • Nossa Senhora do Rosário
É um raro exemplar do barroco mineiro, com sua fachada circular. Sua construção, iniciada em 1785, substituiu a primitiva capela. Em contraste com o aspecto externo, o interior é bem singelo, com evocação de santos negros.

  • São Francisco de Assis
A mais famosa de Ouro Preto, é um dos exemplares mais magníficos do barroco mineiro. Sua construção foi iniciada em 1766. É considerada obra-prima de Aleijadinho, responsável pelo risco geral do prédio, portada, tribuna do altar-mor, altares laterais e capela-mor.

  • Matriz Nossa Senhora da Conceição
Sua construção se estendeu de 1727 a 1746. O projeto e a execução ficaram a cargo de Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho. Ambos estão enterrados na igreja. Tem anexo o Museu Aleijadinho.

  • São Francisco de Paula
Última igreja erguida no período colonial, teve a construção iniciada em 1804. A imagem do padroeiro, que hoje se encontra no Museu Aleijadinho, é atribuída ao mestre. De seu adro se tem uma bela vista da cidade.

  • Santa Efigênia ou de Nossa Senhora do Rosário do Alto da Cruz
Sua construção levou 60 anos – entre 1730 e 1790. Participou do projeto Manuel Francisco Lisboa, sendo que a talha da capela-mor é de autoria de Francisco Xavier de Brito. Diz a tradição oral que foi edificada graças ao ouro da Mina da Encardideira, adquirida por Chico Rei. Na fachada estão os relógios de pedra considerados os mais antigos da cidade.

  • Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia (Mercês de Cima)
Igreja construída entre 1771 e 1793. A torre central foi projeto de Manuel Francisco de Araújo.

  • São José
Pertencia à irmandade que reunia vários artistas. O risco do retábulo da capela-mor e da torre são de Aleijadinho. Foi erguida entre 1730 e 1811.

  • Capela São João Batista
É o mais antigo templo de Ouro Preto, construído por determinação do bandeirante Antônio Dias, em 1698.

Museus

  • Casa dos Contos
Datada de 1782 a 1787, foi construída por João Rodrigues de Macedo, cobrador dos impostos da Capitania de Minas, que ali estabeleceu moradia e administração de seus negócios. Serviu para diversos fins, inclusive de cárcere para os inconfidentes. Hoje abriga o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro, o Museu da Moeda e do Fisco e a Agência da Receita Federal de Ouro Preto, além de uma galeria.

  • Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas
Criado em 1877, como Museu de Mineralogia pelo francês Claude Henri Gorceix, fundador da Escola de Minas. Em 1995, foi ampliado e passou a se chamar Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas. Nove setores já estão implementados: História Natural - zoologia e paleontologia -, Mineração, Mineralogia, Metalurgia, Siderurgia, Desenho, Topografia, Astronomia e Eletrotécnica. São mais de 30 mil peças vindas de todas as partes do mundo.

  • Museu do Oratório
Sediado na antiga casa do Noviciado, o museu reúne peças de diferentes estilos que resgatam os tradicionais costumes religiosos das famílias mineiras.

  • Museu da Inconfidência
Construção iniciada em 1784 pela Câmara Municipal, durante o governo de Luís Cunha Menezes. As obras foram interrompidas várias vezes, de modo que o prédio só ficou pronto em 1846. Serviu de paço municipal e cadeia. Em 1944, foi inaugurado o Museu, cujo acervo reúne documentos e objetos que evocam a Inconfidência Mineira e obras diversas do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. Lá repousam os despojos dos inconfidentes. O Museu possui ainda um auditório anexo e a Sala Manuel de Ataíde, para exposições temporárias.

Compras
O artesanato local é rico em artefatos de pedra-sabão, como vasos, cinzeiros, porta-jóias, pratos e xícaras, e pode ser encontrado na cidade e em distritos como Santa Rita e Mata dos Palmitos, nos arredores de Ouro Preto. Outra especialidade da região são as jóias de ouro e pedras preciosas, com destaque para o raro topázio imperial. Há boas lojas de antiguidades e suvenires, além de ateliês de artesãos locais espalhados por toda a cidade.
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janeiro 04, 2008

Viagem: Manaus | Amazonas - Brasil

Viagem: Manaus | Amazonas - Brasil

Encravada na Floresta Amazônica, Manaus é uma metrópole de quase 1,5 milhão de habitantes e a capital do Amazonas, o maior Estado brasileiro. A cidade impressiona pelas belezas naturais, com parques ecológicos e uma sucessão de áreas verdes que parece não ter fim. É uma terra de contrastes, que mescla natureza exuberante, um pólo industrial de alta tecnologia e os resquícios de um passado glorioso, no auge do comércio internacional da borracha.

Manaus surgiu na segunda metade do século XVII, com a construção do Forte de São José da Barra, na margem esquerda do rio Negro, cuja finalidade era proteger a região contra a invasão estrangeira. O nome da capital é referência aos índios manaos, que aí habitavam.

Durante muitos anos, a cidade viveu praticamente isolada. No entanto, a partir do século XIX, com o crescimento do comércio internacional da borracha, cuja matéria-prima, o látex, era extraída das seringueiras nativas da floresta, Manaus começou a atrair a atenção de homens de negócio de todo o mundo.

No fim do século XIX, a riqueza gerada pela exportação da borracha financiou a construção, em plena selva, de prédios luxuosos que reproduziam os estilos arquitetônicos em moda na Europa. No Teatro Amazonas, um dos maiores símbolos do desenvolvimento econômico daquele período, se revezavam orquestras e companhias européias de ópera.

Com o declínio do comércio da borracha, Manaus passou por longo período de esquecimento. Readquiriu importância econômica com a instalação de um parque industrial incentivado pela instituição da Zona Franca, em 1957. Hoje, destacam-se empresas que utilizam tecnologia de ponta para a produção nos setores de eletroeletrônicos, informática e comunicação.

Eventos
  • Fevereiro - Carnaval Amazonense – desfile das escolas de samba no Centro de Convenções "sambódromo"
  • Maio - Festival de toadas da Ponta Negra
  • Junho - Festival Folclórico do Amazonas
  • 29 de junho - Procissão Fluvial de São Pedro
  • 24 de outubro - Aniversário da Cidade de Manaus
  • Dezembro - Reveillon na Ponta Negra

Atrações
  • Teatro Amazonas
É o maior símbolo do apogeu econômico de Manaus. Tem 700 lugares e foi construído com tijolos trazidos da Europa, vidros franceses e mármore italiano. Nele já se apresentaram importantes companhias de ópera, teatro e orquestras internacionais.

  • Parque Cultural, Esporte e Lazer Ponta Negra
A praia da Ponta Negra, localizada a 13 km do centro de Manaus, é um dos importantes atrativos turísticos da cidade. O complexo possui quadras esportivas de areia, ciclovia, mirante, playground, um posto médico e um amplo calçadão com bares, restaurantes e lanchonetes. Dali pode-se admirar um extraordinário pôr-do-sol. Dispõe também de um moderno anfiteatro, com capacidade para 15 mil pessoas, camarim e toda a infra-estrutura para shows, sendo palco constante de diversos espetáculos populares.

  • Balneários Públicos
Tarumã, Tarumãzinho e Cachoeira das Almas, os igarapés (braços de rios) localizados nas proximidades da cidade, são fontes de lazer para a população nos finais de semana. Manaus possui vários balneários públicos ou "banhos", como são conhecidos, que ultimamente, encontram-se em fase de recuperação e urbanização. Há também vários clubes particulares que podem ser visitados.

  • Praias e Parques Ecológicos
Para os passeios às praias e parques situados nas proximidades da cidade, muitas vezes faz-se necessária a utilização de barcos. As praias aparecem logo após o início do período de vazante dos rios, que vai de agosto à novembro. No período de cheia, a partir de dezembro, as águas invadem a areia e a mata das margens.

  • Cachoeira do Paricatuba
Situada na margem direita do Rio Negro, num pequeno afluente, a cachoeira é formada por rochas sedimentares, cercada por uma vegetação abundante. O acesso é feito por via fluvial. O melhor período para visitação é de agosto à fevereiro.

  • Cascatinha do Amor
Localizada no igarapé do Guedes, de águas límpidas e frias, a cascata é acessível apenas por via fluvial e, depois, através de uma pequena caminhada pelo meio da floresta.

  • Praia do Tupé
A cerca de 34 km de Manaus, a praia é bastante procurada por banhistas nos feriados e finais de semana. O acesso é feito exclusivamente por via fluvial. Durante a cheia do Rio Negro a praia fica restrita a 20m de largura e, na vazante, atinge até 80m.

  • Praia da Lua
Localizada à margem esquerda do Rio Negro, a 23 km de Manaus. O acesso é feito exclusivamente por via fluvial. A praia tem o formato de uma lua em quarto crescente e possui vegetação de rara beleza natural, com uma grande extensão de areia e águas límpidas e geladas.

  • Cachoeira do Leão
Localizada no Km 34 da rodovia AM-10 (rodovia Manaus-Itacoatiara), um local agradável para passar o dia. É permitido banhar-se na cachoeira. A água é limpa e bem fria.

  • Anavilhanas
100 km acima de Manaus, nas proximidades do Município de Novo Airão, no Rio Negro, está Anavilhanas, o maior arquipélago de ilhas fluviais do mundo. Cerca de 400 ilhas cobertas de floresta virgem forma um verdadeiro labirinto natural. No período de seca, a descida das águas revela inúmeras praias de areias brancas e interessantes formações naturais de raízes e troncos.

  • Encontro das Águas
Fenômeno natural provocado pela confluência das águas escuras do Rio Negro com as águas pardas do rio Solimões, que se juntam para formar o Rio Amazonas. Por uma extensão de 6 km, as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturarem. Esse fenômeno se dá por haver uma grande diferença entre as temperaturas das águas e velocidade de suas correntezas. O Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 22ºC, enquanto que o Solimões corre de 4 a 6 km/h, a uma temperatura de 28ºC.

  • Jardim Botânico Adolpho Ducke
O Jardim Botânico Adolpho Ducke, dentro de uma reserva ecológica de 100 km², exibe o título de maior do mundo, com uma riqueza de espécies vegetais e animais.

  • Parque Municipal do Mindú
Localizado em área urbana, no bairro do Parque 10 de Novembro. Foi criado em 1992 para ser uma área de interesse ecológico. Possui uma área de 330.000 m2 (33 ha) de mata remanescente do município, servindo para atividades científicas, educativas, culturais e turísticas. É um dos últimos refúgios do sauim-de-coleira, macaco que só existe na região de Manaus e que está ameaçado de extinção. Nele pode-se caminhar em segurança por Quatro ecossistemas distintos: mata de capoeira secundária, mata de terra firme, mata de baixio e áreas degradadas que sofreram desmatamento ilegal em 1989. O Parque ainda dispõe de biblioteca, com um centro de informações sobre o meio ambiente ligado à Internet. Possui também estacionamento, anfiteatro para 600 pessoas, canteiros cultivados de ervas com propriedades medicinais e aromáticas, orquidário, trilha suspensa e sinalização visando desenvolver programas de educação ambiental.

  • Bosque da Ciência
Localizado em perímetro urbano, o bosque funciona nas dependências do INPA - Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia. A visita a esse local possibilita maior conhecimento sobre o meio ambiente amazônico, ao mesmo tempo em que permite desfrutar horas agradáveis passeando por suas trilhas e caminhos. As principais atrações do Bosque são: viveiro de ariranhas, tanques de peixe-boi, condomínio das abelhas, Casa da Ciência, trilhas educativas, viveiro de jacarés, jardim botânico, trilha suspensa, fauna livre, orquidário e bromeliário.

  • Zoológico
Aberto à visitação pública, é administrado pelo Exército Brasileiro e possui cerca de 300 espécies de animais da fauna amazônica, destacando-se os macacos, onças, ariranhas, cobras, jacarés, araras, antas e jabutis.

  • Tropical Manaus Eco Resort
É o maior hotel de luxo do Brasil, plantado no coração da floresta amazônica, às margens do Rio Negro. Possui 588 apartamentos e o mais amplo complexo de serviços de hotelaria, eventos, esportes, turismo e lazer. Distante apenas 10 km do Aeroporto Internacional Brigadeiro Eduardo Gomes e 16 km do centro da cidade de Manaus.

  • Cruzeiro Marítimo - Iberostar Gran Amazon
Um luxuoso barco, com capacidade para 150 pessoas, levará os turistas em um cruzeiro pelo Rio Negro e o Amazonas com todo o conforto e a excelência do serviço Iberostar. A viagem começa por Manaus, com escalas em diversos pontos da selva amazônica para realizar excursões em pequenos barcos que irão explorar a densa vegetação virgem. Ideal para quem gosta de aventura mas não dispensa o conforto de um hotel cinco estrelas.

Compras
  • Artesanato
Os habitantes da floresta e integrantes de tribos indígenas do Estado produzem peças como cestas, redes, utilitários e adornos, utilizando sementes, cipós, fibras e madeiras regionais. A Central de Artesanato Branco e Silva reúne no mesmo espaço lojas de artesanato e locais onde se pode saborear a comida típica do Estado do Amazonas. Peças artesanais produzidas pelos índios podem ser encontradas também no Museu do Índio e na loja Artíndia, mantida pelo órgão governamental Funai (Fundação Nacional do Índio).

  • Zona Franca de Manaus
Criada como área de livre comércio para desenvolver a Amazônia Ocidental, a Zona Franca de Manaus rapidamente se tornou um pólo de intensa atividade comercial e industrial. Aqui se concentram as principais indústrias brasileiras de eletroeletrônicos, relógios, bicicletas, computadores, brinquedos, jet skis, óculos e motocicletas, que abastecem o mercado interno. O comércio é vigoroso, oferecendo produtos de alta tecnologia a preços acessíveis.
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janeiro 03, 2008

Viagem: Salvador | Bahia - Brasil

Viagem: Salvador | Bahia - Brasil

Por suas características singulares, Salvador tornou-se um dos principais destinos turísticos internacionais. Famosa pela sua história, pelo legado deixado por povos de outros continentes, pela miscigenação cultural, pelo sincretismo religioso e pelo povo hospitaleiro, a capital baiana é cenário e objeto de estudo de profissionais de diversas áreas, há muitos anos.

As ruas do Centro Histórico de Salvador transportam o turista para os primórdios da história do Brasil. Profundos conhecedores da cultura local, os guias turísticos da região explicam como se desenvolveu a colonização da primeira cidade do País.

Até 1763, Salvador foi a capital da Coroa Portuguesa nas Américas, destacando-se, também, como o principal porto do Hemisfério Sul até o século XVIII.

A cidade é considerada a capital cultural do País, berço de grandes nomes nas diversas manifestações artísticas, com destaque nacional e internacional. A atividade cultural e o turismo são importantes geradores de emprego e renda, impulsionando as artes e a preservação dos patrimônios artístico e cultural.

Como se não bastasse Salvador ainda conta com muitas belezas naturais: são 50 km de praias, além de diversos parques ecológicos.

Eventos
  • Carnaval
Como uma correnteza da qual ninguém quer escapar, os trios elétricos arrastam quem estiver em Salvador durante o Carnaval. Os trios elétricos, carretas com amplificadores de som que servem de palco ambulante, percorrem três circuitos oficiais. Atrás deles, mais de dois milhões de foliões seguem por 25 km de ruas e avenidas. O Osmar vai do Campo Grande até a praça Castro Alves, no Centro da cidade; o Dodô, do Farol da Barra até Ondina, na orla; e o Batatinha passa pelo Pelourinho.
O primeiro é o mais antigo, e onde acontecem os desfiles dos blocos mais tradicionais do evento. No Dodô, onde ficam os camarotes de artistas famosos, a festa começa a ficar mais animada no fim da tarde e segue até a madrugada.

Atrações
  • Centro Histórico
Tombado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, o Centro Histórico de Salvador possui milhares de casarões dos séculos XVI, XVII, e XVIII. Divide-se em três áreas principais: a Praça Municipal ao Largo de São Francisco, o Pelourinho e o Largo do Carmo, finalizando com o Largo de Santo Antônio Além do Carmo. São igrejas e casarões seculares, circundados por uma farta atividade cultural desenvolvida no local. Além disso, em suas ladeiras e ruas pavimentadas com pedras cabeça-de-negro estão registrados importantes trechos da história brasileira. Entre os seus atrativos, merecem destaque as praças Municipal e da Sé, o Elevador Lacerda, a Câmara Municipal, o Paço Municipal, o Palácio Rio Branco, a Santa Casa e Igreja da Misericórdia, o Palácio Arquiepiscopado, a Catedral Basílica, o Terreiro de Jesus, o Largo do Cruzeiro de São Francisco, o Pelourinho com suas igrejas, lojas e praças, e por fim, o Largo do Carmo, onde estão o Forte de Santo Antônio e o grande conjunto religioso formado pela Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo e pela Igreja da Ordem Terceira do Carmo.

  • Manifestações Populares
Passadas através de gerações, as manifestações populares são um forte traço cultural da cidade de Salvador. O folclore da cidade reúne elementos artísticos feitos do povo para o povo, sempre ressaltando o caráter de tradicionalidade destas representações, como: capoeira, afoxé, Folia de Reis, Maculelê e Samba de Roda.

  • Praias
A orla marítima de Salvador é uma das maiores do Brasil. São 50 km de praias distribuídas entre a cidade alta e a cidade baixa, desde Inema, no subúrbio ferroviário, até a Praia do Flamengo, no extremo oposto da cidade. Enquanto as praias da cidade baixa são banhadas pelas águas da Baía de Todos os Santos - a mais extensa do País, com 1052 km de espelho d’água - as praias da cidade alta, do Farol da Barra até Flamengo, são banhadas pelo Oceano Atlântico. A exceção é o Porto da Barra, única praia da cidade alta que fica na Baía de Todos os Santos.
Essa diferença faz com que as praias da capital tenham uma grande diversidade ecológica. Variando desde enseadas calmas, ideais para a prática da natação, esportes a vela, mergulho e pesca submarina, até as de mar aberto e fortes ondas, muito procuradas pelos surfistas. Há ainda as praias cercadas por arrecifes, que formam piscinas naturais de pedra e são ideais para crianças.

Igrejas

  • Igreja da Ajuda
Fundada pelos jesuítas que vieram com Tomé de Souza no Séc. XVI. Demolida e reconstruída no lado oposto da rua no séc. XX, é uma das mais antigas de Salvador. Atualmente apresenta tratamento de fachada neo-romântico.

  • Igreja da Ascensão do Senhor
Construída em 1975, foge aos padrões convencionais das igrejas de Salvador. Nela tudo praticamente leva o número 12, uma homenagem aos 12 apóstolos de Cristo, a cobertura é formada por 12 “pétalas” de concreto e 12 bancos estão posicionados em fila. No subterrâneo existe ainda uma mini-igreja, onde estão localizadas as instalações do batistério e a sacristia.

  • Igreja da Ordem Terceira de São Domingos
Iniciada em 1731 e concluída seis anos depois, possui fachada em estilo rococó e talha atual neoclássica. A planta é típica das igrejas do início do século XVIII, com corredores laterais e tribunas superpostas. O teto da nave em concepção ilusionista e os painéis do Salão Nobre são atribuídos a José Joaquim da Rocha, sendo os azulejos da Capela-Mor retratos de São Domingos.

  • Capela de Nossa Senhora da Penha
Situada no Estuário do Iguape, a capela-mor e a nave são integralmente revestidas de azulejos tipo "massaroca". Datada de meados do século XVII.

  • Casa dos Padres – Itacaré
Construída sobre porão alto pelos jesuítas no inicio do século XVIII. O telhado é em quatro águas, com terminação beira-saveiro. Está em semi-ruína, com telhado já desabado.

  • Catedral Basílica
Foi construída no séc. XVII, com materiais como ouro, mármore, madeira de jacarandá e marfim de tartaruga. É uma Igreja que mistura os estilos barroco e rococó.

  • Igreja do Nosso Senhor do Bonfim
Construída sobre uma colina em meados do século XVIII. Destaca-se a imagem do Senhor do Bonfim, um crucifixo de ébano com adornos de prata, grande devoção do povo baiano.

  • Igreja e Convento de São Francisco
Uma das maiores expressões do barroco no Brasil, com retábulos recobertos de folha de ouro. Destaque para a imagem de São Pedro de Alcântara, atribuída a Manoel Inácio da Costa. As obras da igreja foram iniciadas na primeira metade do século XVIII. Os painéis de azulejos portugueses, que reproduzem a lenda do nascimento de São Francisco e sua renúncia aos bens materiais, também são barrocos. A nave central, cortada por outra menor, forma a cruz do Senhor. As pinturas têm formas de estrelas, hexágonos e octógonos e exaltam Nossa Senhora. Na sacristia, estão reunidos 18 painéis a óleo sobre a vida de São Francisco.

Fortes

  • Forte de Santo Antonio da Barra
Pertencente à Marinha do Brasil, está localizado na entrada Norte da Baía de Todos os Santos. Essa fortificação foi iniciada pelo primeiro donatário da Capitania da Bahia, Francisco Pereira Coutinho, em 1536, tendo originalmente forma de torre com dez lados.

  • Forte do Monte Serrat
É considerado, pela sua forma harmoniosa, a mais bela construção militar do período colonial brasileiro. Foi construído a partir de 1583, numa posição estratégica no alto da ponta mais avançada da península com vistas sobre o porto da cidade. Concluído em 1742, sem modificações em sua planta original, permanece até os dias de hoje com uma casa de comando flanqueada às muralhas de bastiões redondos, contando com uma bateria de nove canhões.

Museus

  • Museu Carlos Costa Pinto
Revela a intimidade das ricas famílias dos séc. XVIII e XIX. A coleção particular de Costa Pinto deu origem a 23 salas de exposição de arte decorativa e pintura. O acervo conta com coleções de prataria, ourivesaria, porcelana chinesa e européia, cristais, mobiliário, pinturas, trabalhos em marfim, opalina, bronze e laca chinesa. As jóias de ouro e a coleção de 27 balangandãs de prata são as peças mais preciosas de todo o acervo.

  • Museu de Arte Sacra da UFBA
Inaugurado em 10 de agosto de 1959, situa-se no Convento de Santa Tereza, um dos mais notáveis conjuntos arquitetônicos do período seiscentista. Obra das Carmelitas Descalças. Seu acervo é composto por coleções de esculturas em madeira, pedra-sabão, barro e marfim e ourivesaria, entre as quais se destaca uma custódia em prata dourada, adornada com mais de 400 pedras preciosas e semi-preciosas.

  • Museu de Arte da Bahia
Mais antigo museu do Estado, fundado em 1918, funciona hoje no Solar Cerqueira Lima. Destacam-se no acervo esculturas em madeira, barro e marfim, pinturas em azulejos e pratarias dos séc. XVII, XVIII e XIX, assim como peças do mobiliário baiano do mesmo período.

  • Museu Abelardo Rodrigues
Uma das maiores coleções particulares de arte sacra do Brasil: 808 peças entre imagens, pinturas, oratórios, altares, crucifixo dos séculos XVII ao XIX. Fica no andar nobre do Solar Ferrão, valioso prédio da arquitetura civil do período colonial.

Compras

  • Artesanato
Os artefatos mais simples utilizam recursos naturais como a palha, o couro, a cerâmica, a madeira, as conchas do mar e as sementes. Os mais sofisticados são produzidos em pedras preciosas e semi-preciosas. Muitas peças são elaboradas em metais como o ouro, a prata, o bronze e o latão. Como temas, os artesãos optam em geral pela religiosidade, expressa em imagens de santos católicos e do candomblé. Os patuás, que revelam o sincretismo do seu povo, são explorados através das figas, olho-de-boi, alho, trevo de quatro folhas, a famosa fitinha do Bonfim, dentre outros. A natureza também é lapidada nestas peças, que refletem a flora e a fauna locais. A musicalidade é representada através de atabaques, paus de chuva e tambores d’água, além do famoso berimbau e tantos outros inusitados instrumentos.

Sugestões de lojas mais conhecidas:
  • Artesanato e suvenires: Instituto Mauá - Lg. do Porto da Barra, 2 (Porto da Barra), R. Gregório de Mattos, 27 (Pelourinho), e Mercado Modelo - Pça. Visc. De Cairu (Cid. Baixa).
  • Berimbaus e atabaques profissionais: Mestre Lua - R. Frei Vicente, 19 (Pelourinho), Mestre Olavo da Paixão - barraca em frente ao Mercado Modelo.
  • Antiguidades: Casa Moreira - Lad. da Praça, 1 (centro), Rua Rui Barbosa, 51 (centro) e Casa San Martin - Rua Rui Barbosa, 69 (centro).
  • Charuto de São Félix e Cachoeira: Tabacaria Rosa do Prado - Rua Inácio Acciole, 5 (Pelourinho).

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