julho 31, 2009

Porto Seguro: Trilha da Costa do Descobrimento

Porto Seguro: Trilha da Costa do Descobrimento

A trilha da Costa do Descobrimento (trecho Ponta do Corumbau-Guaiú) começa na cidade de Prado e se prolonga até a cidade de Belmonte, na foz do rio Jequitinhonha, numa extensão de aproximadamente 180km. Próximo à foz do rio Caí, a 42km ao norte da sede municipal de Prado, localiza-se a região da qual as caravelas portuguesas se aproximaram pela primeira vez das novas terras.

Este roteiro descreve o trajeto entre a Ponta do Corumbau, no município de Porto Seguro, e o povoado de Guaiú, no município de Santa Cruz Cabrália, ambos no Estado da Bahia. O trecho possui, em cerca de 93km de extensão, um exuberante litoral; apesar das áreas urbanas junto à orla, apresenta praias intocadas, além de desembocaduras de rios, significativos sítios geológicos e uma flora diversificada.Santa Cruz Cabralia

A Ponta do Corumbau é constituída por areias litorâneas, que, durante a maré baixa, apresentam uma exposição de mais de 1km. Na língua tupi, há duas versões para o significado de Corumbau: ou longe de tudo ou fim do mundo.

A travessia do rio Corumbau é feita por canoa, que pode ser alugada no povoado. Desse ponto até o rio Caraíva são 12 km. Nesse trecho fica a praia do Parque Nacional do Monte Pascoal e a área indígena de Barra Velha. Na faixa de restinga existe uma grande e interessante variedade de plantas.

É possível atravessar de barco o rio Caraíva, na sua foz. Porém, o mais seguro é caminhar em direção ao povoado homônimo e cruzar o rio a cerca de 400m a montante de sua foz, onde crianças índias vendem colares de contas e peças de artesanato. Já na outra margem o retorno à praia atravessa um trecho de mangue.

A próxima praia é a de Juacema. Seguindo em frente, passa-se pelo rio Coruípe, que tem 8 metros de largura. Na área de sua foz há recifes que avançam mar adentro, formando lagos de beleza singular.

Passando a Ponta do Toque-Toque, depara-se com o imenso coqueiral da fazenda Jarumã, ponto de referência da região. Mais uma hora de caminhada e chega-se ao rio dos Frades. A próxima atração é a praia de Itaquena, que chama a atenção dos visitantes pelas bromélias ali encontradas.

A proximidade de Trancoso se revela pelo intenso movimento na praia, com pousadas e bares a poucos metros do mar. O povoado merece uma visita. Ali estão conservadas as primeiras construções, como a Igreja de São João, erguida pelos jesuítas em 1656.

Na praia da Barra o cenário é deslumbrante. Mais adiante, aparecem as falésias de idade terciária (65 milhões de anos antes do presente). A partir de Taípe, até Pitinga, a falésia está bem próxima da faixa de areia. Para cruzar de uma praia a outra, passa-se por blocos soltos de argila. Não faz muito tempo, uma das atrações desse trecho era a Lagoa Azul, que secou.

Entre as praias de Pitinga e Coroa Vermelha é possível observar, na maré baixa, corpos de arenito que afloram a cerca de 50 metros da linha de praia. Em Pitinga também há afloramentos que Klein (1999) considerou como rochas vulcânicas. Essas rochas mostram tubos pequenos e túneis com até 70cm de diâmetro, muito bem preservados e estão intercaladas nos sedimentos do grupo Barreiras, o que permite estimar que teriam idade entre o Terciário superior (cerca de 20 milhões de anos) e o Pleistoceno (2 milhões de anos).

A praia de Mucugê tem mar calmo, devido aos recifes que bloqueiam as ondas e que, nas marés baixas, formam piscinas naturais.

O povoado de Arraial D'Ajuda, fundado pelos jesuítas em 1549, merece uma visita. Depois das tranqüilas praias de Araçaípe e Apaga Fogo, chega-se ao porto, às margens do rio Buranhém, onde balsas fazem a travessia até Porto Seguro.Porto Seguro Bahia

No rio Buranhém, vale a pena um passeio náutico pelos seus meandros e pelo canal para apreciar o contexto ecológico (a vegetação ao longo de suas margens, as falésias, as áreas alagadas e os pequenos sítios à beira do rio).

Em Porto Seguro o desembarque é na Praça dos Pataxós. É recomendável uma visita à Cidade Alta, lugar importante para quem quer reviver a época do Descobrimento. Lá estão, por exemplo, o Marco de Posse (1503), a Igreja de Nossa Senhora da Pena (1535) e a Casa de Câmara e Cadeia (1772).

De Porto Seguro até Santa Cruz Cabrália são 22km de rodovia pavimentada, em área urbana, ao longo da orla marítima. No trajeto até Coroa Vermelha encontramos as praias de Curuípe, Itacimirim, Mundaí, Taperapuã, a Ponta Grande, a praia do Mutá e a Ponta do Mutá, com as famosas barracas de praia da região, que constituem uma referência turística.

No mirante do loteamento Coroa Vermelha/Cabrália tem-se a vista panorâmica da vasta baía Cabrália, que se estende da Ponta de Coroa Vermelha até a Ponta de Santo Antônio, e que se caracteriza num dos mais belos cartões-postais do litoral baiano. Desse local é possível avistar o rio João de Tiba, a ilha Paraíso, o povoado de Santo André, os recifes Boqueirão, a sede do município de Santa Cruz Cabrália, as praias de Apuá, Arakakai, Lençóis, Mutari e o bairro Nova Cabrália.

Em Santa Cruz Cabrália, o acervo arquitetônico está localizado na parte alta da cidade, destacando-se a Igreja de Nossa Senhora da Conceição (1630), a Casa de Câmara e Cadeia (século XVI) e o Colégio Jesuítico, construído na época da catequese indígena.

O rio João de Tiba, que banha grande parte da cidade, oferece a possibilidade de passeios, banhos, visita aos manguezais, às fazendas de piaçava e aos locais de produção de aguardente. Atravessando de balsa esse rio, na outra margem está o povoado de Santo André, com áreas de mangue, fazendas de coqueiros, restaurantes e pousadas, com destaque para os recifes Boqueirão, ponto de pesca e mergulho, na foz desse rio.

Em Santo André há uma enseada, com parte da praia voltada para o rio João de Tiba e a outra para o mar. É indicada para banho e pesca de rede. Também possui restaurantes com passarelas de madeira sobre o manguezal e comércio de artesanato de conchas do mar.

A ilha Paraíso, banhada pelo rio João de Tiba e pelo oceano Atlântico, é cercada de manguezais, tendo coqueirais no centro. É um bom local para pesca, banhos de rio e mar, caminhadas ecológicas pelos manguezais e pelo "lamarão" (praia de areia na maré baixa).

A partir das praias de Jacumã e Itacimirim (ou praia das Tartarugas), começam os recifes, que formam piscinas naturais, excelentes para banho, além das áreas de manguezal e uma extensa vegetação de restinga. A pesca e passeios a cavalo são opções de lazer.

O rio Santo Antônio também pode ser atravessado pela ponte, na rodovia BA-001. Além do banho, pode ser apreciada uma grande extensão de vegetação de mangue, bem como visitas às fazendas locais e à área da aldeia indígena de Mata Medonha, dos índios pataxós.

O povoado de Santo Antônio é bem simples, mas tem condições de hospedagem. Seguem as praias de Santo Antônio e das Bobocas (ou dos Golfinhos), margeadas por extensos coqueirais e áreas de Mata Atlântica, sendo que a praia do Golfinho é semideserta.

A barra do rio Guaiú deve ser atravessada de canoa, pois em seu curso final o rio segue paralelo à praia. Antes pode-se passar pelo povoado de Guaiú, situado ao longo da rodovia BA-001.

O fim da caminhada desse trecho é na praia de Guaiú, que oferece uma paisagem deslumbrante, ladeada de coqueirais. Essa praia é local de desova de tartarugas e hospeda as bases de trabalho do Projeto Amiga Tartaruga e da ONG Flora Brasil.

Autores: Geólogo Antônio José Dourado Rocha e
Geóloga Maria Angélica Barreto Ramos.


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janeiro 27, 2009

Turismo: Boa Vista - Roraima

Turismo: Boa Vista - Roraima

Boa Vista é a capital do Estado de Roraima. Fica localizada a 85 metros acima do nível do mar e possui clima quente e úmido, com duas estações climáticas bem definidas: chuvosa no período de maio a setembro, e seca nos sete meses restantes.

Boa Vista está situada em terrenos de altitude quase uniforme, localizados entre a Floresta Amazônica e as elevações do sistema das Guianas. A capital possui planejamento urbanístico em forma de leque. A distância de Boa Vista à Brasília é de 4.275 km. A cidade está interligada a Manaus, capital do Estado do Amazonas, pela rodovia BR 174 e a rodovia BR 401 estabelece sua ligação com Bonfim, na República Cooperativista da Guiana. Além desses acessos por via terrestre, sua ligação com as demais regiões do País são feitas por via aérea.

Entre os principais pontos turísticos de Boa Vista encontram-se o Museu da Casa do Índio, localizado no Parque Anauá, onde podem ser encontrados objetos, armas e vestimentas características dos indígenas da região; o Centro Histórico, com suas construções de 1830 que deram origem à cidade; e igrejas do mesmo século, construídas pela Ordem dos Monges Beneditinos. As praias situadas às margens dos rios que banham a cidade constituem-se outras atrações turísticas da capital.

No período da seca, o nível das águas do rio Branco diminui em toda a sua extensão, formando belas praias e atraindo os moradores. Muitos locais são de fácil acesso, como a praia da Água Boa, a apenas 15 km do centro da cidade. Na margem esquerda do rio Branco, a 6 km de Boa Vista, forma-se a ilha da Praia Grande - ilha de Cunhãpucã -, com 15 km de extensão, separada da terra firme por um braço do rio Branco, denominado Paraná do Surrão. Essa ilha de várzea possui praias e muitos lagos acessíveis através de caminhadas, onde se observa toda a magnitude da fauna e da flora da região.

Existem ainda as praias de Caçari, Curupira e Cauamé, que se formam no verão, às margens do rio Cauamé. São praias fluviais, com águas límpidas, cercadas por vegetação típica da Amazônia e área de camping, restaurante, infra-estrutura de apoio e serviços.

O turismo ecológico também pode ser praticado na região do baixo rio Branco e rio Negro, no limite sul da reserva indígena de Niquiá. Pode ser praticada pesca esportiva, realizadas caminhadas nas trilhas de selva e campos alagadiços da região e passeios aéreos e fluviais no rio Água Boa do Univini. O local possui infra-estrutura apropriada ao turismo ecológico, que inclui hospedagem, restaurantes e transporte.

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dezembro 28, 2008

Turismo: As Cavernas de Minas Gerais

Turismo: As Cavernas de Minas Gerais

O médico, botânico e zoólogo dinamarquês Peter Wilhelm Lund escolheu, em 1835, a pequena cidade de Lagoa Santa para viver os seus dias. Suas peregrinações pela região da bacia do Rio das Velhas, à procura de espécies animais e vegetais, fizeram com que ele encontrasse cavernas com segredos milenares.

Lund foi descobrindo um mundo debaixo da terra, repleto de magia, curiosidades e, sobretudo, beleza. Segundo especialistas seguidores de Lund, que se tornou o "pai" da paleontologia brasileira (ciência que estuda animais e vegetais fósseis), as cavernas ou grutas mineiras são do período pré-cambriano, o que significa que elas vêm se formando há 600 milhões de anos. Suas características, dizem também os estudiosos, se assemelham a formações profundas do mar.

Cavernas de Minas GeraisMais de 500 grutas já foram catalogadas em mais de 100 cidades mineiras. Os estudos científicos ainda são poucos diante desse mundo fabuloso. As grutas mais importantes são de rocha calcária e seus salões e galerias foram se formando durante milênios, pela ação da água. As dificuldades encontradas por Lund ainda são enfrentadas hoje por seus seguidores. Parece que a Natureza quer dizer ao Homem o que o geólogo Frederico Ozanam constatou: há um limite para que a desvendem.

Um limite que permitiu a Lund descobrir e estudar as Grutas de Lapinha e de Maquiné. Juntamente com a Gruta Rei do Mato (somente desvendada há pouco tempo), elas formam o tripé do que é permitido ao público conhecer. Nenhuma outra das centenas de grutas e cavernas de Minas Gerais pode ser aberta publicamente. Apenas cientistas as conhecem. E muitas são descobertas pelos depredadores da Natureza, aí se incluindo empresas metalúrgicas à procura de material para exploração e comercialização. Há casos de empresas que chegaram a destruir sítios paleontológicos em nome da atividade econômica.

Grupos científico-culturais lutam pela preservação e catalogação do que chamam de "Circuito das Grutas". E tudo fazem para cumprir o lema da espeleologia (ciência que explora e estuda as grutas), que diz: "Em uma caverna nada se tira, a não ser fotografias; nada se deixa, a não ser pegadas; e nada se mata, a não ser o tempo".

Recentemente, um grupo de cientistas do Governo brasileiro dedicou-se ao estudo e catalogação de cavernas na região de Sete Lagoas - Lagoa Santa. O "Inventário de Cavidades Naturais" da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) fez o levantamento, descrição e topografia de 218 novas cavernas, numa área de apenas 182 quilômetros quadrados. Na mesma região ja haviam sido catalogadas 81 grutas, o que forma um acervo de 299 cavernas.

Essas pesquisas fazem parte do chamado Projeto VIDA (Viabilidade Industrial e Defesa Ambiental). A região de Sete Lagoas - Lagoa Santa foi escolhida porque, vivendo um período intenso de desenvolvimento sócio-econômico, especialmente da atividade mineira, possui riquezas naturais e históricas, entre as quais se incluem grutas e sítios arqueológicos e paleontológicos.

A região fica ao Norte de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, e engloba oito cidades, numa área de 1.890 quilômetros quadrados. O objetivo principal do projeto foi o de subsidiar os governantes desses municípios para o uso e ocupação do solo, indicando áreas onde o patrimônio espeleológico tem relevância, ou áreas cujas características possam oferecer riscos às diferentes iniciativas sócio-econômicas.

Nesse trabalho, os pesquisadores também estudaram os vários tipos de aves que habitam as proximidades das cavernas e os animais que, de alguma forma, fazem uso delas. Rolinhas, Fogo-Apagou, Papa-Capim, Sabiá-do-Campo, Risadinha, Bem-Te-Vi-Penacho-Vermelho e Beija-Flor-de-Orelha-Violeta são alguns dos nomes de aves catalogadas pela equipe da CPRM.

Entre as grutas exploradas pelos cientistas, há várias curiosidades registradas. Na Gruta da Jaguará I, por exemplo, não foi encontrado qualquer vestígio de presença humana. Ao contrário da Gruta do Portal, onde havia detritos orgânicos, muito lixo e pichações. Na Gruta Lapa da Caieira foram localizadas pinturas rupestres já ameaçadas por intensa depredação. Outras grutas, situadas em áreas de mineração, já sofrem influência direta dessas atividades.

O estudo revela, no entanto, a presença fantástica das formações geológicas. A Gruta Fina possui um salão intensamente ornamentado por estalactites (formas pontiagudas que saem do teto) e estalagmites (formas pontudas que saem do chão). O mesmo acontece na Gruta da Coruja. Já na Gruta das Conchas I foram encontrados vestígios paleontológicos (ossos e fragmentos de ossos incrustados). Na Gruta do Tombo os cientistas revelam terem encontrado superfícies cobertas por cristais de calcita facetados, formando um verdadeiro "chão de estrelas" de grande beleza.

Beleza. Esta é a palavra que sai da boca de todos aqueles que visitam as três grutas mineiras abertas ao público: Lapinha, Maquiné e Rei do Mato. A Gruta da Lapinha foi a primeira a ser descoberta por Lund e fica na cidade de Lagoa Santa, onde o cientista dinamarquês viveu até o ano de 1880. Ao descobrir Lapinha, ele afirmou: "Nunca os meus olhos viram coisa tão bela e magnífica nos domínios da Natureza e da Arte". O material coletado por Lund foi enviado para o Rei Christiano VIII da Dinamarca e se encontra no Museu de Copenhague.

Supostamente formada há cerca de 900 milhões de anos, na Lapinha foram encontrados importantes fósseis, como o crânio do Homem de Lagoa Santa, que teria vivido na região há dez mil anos. Também foram encontrados fósseis de animais pré-históricos como o tigre dente-de-sabre e o tatu-gigante.

Com 511 metros de extensão e 40 metros de profundidade, a Lapinha tem 16 salões fantásticos. No Salão da Catedral pode-se ver imagens formando santos, púlpitos e nichos. Há ainda a Sala das Pirâmides e a Galeria da Noiva, com formações que lembram o véu e o bolo de noiva. Outras formações lembram cascatas com intenso brilho.

A Gruta de Maquiné foi a segunda descoberta por Lund. Fica na cidade de Cordisburgo, a 130 quilômetros de Belo Horizonte, onde nasceu o escritor João Guimarães Rosa. São 650 metros de extensão, sendo 440 metros abertos ao público, distribuídos em seus salões. É espetacular. Os estalactites formam figuras de animais ou um cogumelo de bomba atômica. A Galeria das Fadas, onde cristais brilhantes formam franjas, grinaldas e lustres, é especial em sua delicadeza. A Gruta de Maquiné é a maior já descoberta em Minas Gerais e disponível para a visitação pública. Nela foram também encontradas pedras, ossadas humanas e restos de animais pré-historicos.

A mais nova das três é a Gruta Rei do Mato, aberta ao público apenas em 1989. Fica na cidade de Sete Lagoas, a 62 quilômetros de Belo Horizonte. São 998 metros de extensão, sendo que apenas 220 metros estão abertos ao público e se distribuem em três salões. Possui estalactites, estalagmites e cascatas de pedra com brilho de cristal. A Gruta Rei do Mato ainda é uma gruta que se diz "viva" porque continua se formando pela ação da água.

Em um dos salões há um lago suspenso chamado "Poço dos Desejos". O Salão das Raridades tem esse nome porque aí se encontram colunas idênticas, paralelas, formadas de cristais de Calcita, com diâmetro de 30 centímetros e mais de 20 metros de altura. Formações desse tipo somente foram encontradas na Gruta de Altamira, na Espanha.

A Gruta Rei do Mato tem esse nome porque ali teria vivido um homem fugidio, que recebia alimentação dos moradores em troca dos remédios de ervas que preparava. Chamavam-no de "Rei do Mato". Seu lugar de moradia era Grutinha, que fica próxima à entrada da Gruta Rei do Mato. Nela existem inscrições rupestres de quatro a seis mil anos de idade, representando cenas de caça e pesca, além de um ritual de fertilidade. Foi também montada alí uma réplica do esqueleto do "Xenorrinoterium bahiense", um animal que viveu na região há mais de 10.000 anos.

As três grutas mineiras abertas ao público têm infra-estrutura para alimentação, transporte fácil e guias que orientam os visitantes. A visitação é feita por escadas e corredores, e a iluminação é artificial. Não importa com que interesse se vai a uma gruta de Minas: se turístico ou científico. O olhar vai sempre encontrar um mundo de imensa beleza e magia.

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dezembro 18, 2008

Turismo: Ilha de Maracá - Roraima

Turismo: Ilha de Maracá - Roraima

Localizada 100 km ao norte da capital do Estado de Roraima (Boa Vista), no município de Alto Alegre, numa faixa de transição entre a selva Amazônica e o cerrado, a ilha de Maracá foi transformada em estação ecológica, abrangendo mais de 100.000 hectares de superfície.

O relevo de Maracá é basicamente plano, apresentando algumas elevações significativas no centro da ilha, onde o ponto culminante chega a 350 metros de altitude. O clima, tropical úmido, caracteriza-se pela existência de uma estação de chuvas entre abril e setembro, com temperatura média de 26 graus centígrados.

A Ilha de Maracá está coberta por florestas de terra firme, permeadas por algumas manchas isoladas de cerrados abertos e áreas alagadiças com vegetação característica, como os buritizais. Apresenta ainda várias configurações, sendo classificada como floresta mista. Sua principal praia, Boca do Inferno, de areias escuras, somente pode ser alcançada pela travessia de uma fenda natural, conhecida como Igarapé do Inferno, que divide a ilha em duas partes distintas.

A fauna da ilha é muito rica, incluindo espécimes supostamente ameaçadas de extinção, como a onça pintada (Panthera Onça), a anta (Tapirus Terrestris), a ariranha (Hydrochaeris Hydrochaeris) e o guariba (Alonatta Seniculus), entre outros.

Maracá, que é hoje uma reserva biológica resguardada, possui infra-estrutura que inclui alojamentos, laboratórios, biblioteca e refeitório para estudiosos e pesquisadores. É um local com legislação própria e a visitação depende de autorização do IBAMA.

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dezembro 04, 2008

Turismo: Maceió - Alagoas

Turismo: Maceió - Alagoas

Maceió baseia-se na atividade industrial, no comércio e no turismo. Além das praias, destacam-se entre os principais pontos de atração turística da cidade a Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres, construída em 1840, o Teatro Deodoro e o Mercado Municipal, local onde podem ser encontrados artigos artesanais típicos da região. O Museu do Instituto Histórico constitui-se também uma das atrações da capital do Estado de Alagoas, juntamente com o Palácio Floriano Peixoto, sede do Governo estadual, e do Museu Pierre Chalita, que é a Galeria de Arte do Estado.

Nos arredores da cidade encontram-se algumas das mais lindas praias do litoral brasileiro. Em alguns locais as praias formam lagos a cerca de dois quilômetros do litoral, oferecendo oportunidades para banhos de mar relaxantes e passeios de jangadas, o meio de transporte utilizado para se chegar aos lagos. Nas proximidades das lagoas de Mundaú e Manguaba, na parte oeste da capital alagoana, há vilas de pescadores, entre as quais encontram-se centenas de canais navegáveis, onde são encontrados moluscos e crustáceos em grande quantidade.

Na porção sul de Maceió existem as praias da Avenida, a praia Sobral, as praias do Trapiche, do Pontal da Barra, todas com acesso a lagoas, além da praia do Francês, com uma pequena vila de pescadores, que recebeu este nome por causa dos inúmeros barcos franceses que ali aportaram para contrabandear madeira no século XVI.

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novembro 26, 2008

Turismo: Caldas Novas - Goiás

Turismo: Caldas Novas - Goiás

Caldas Novas é uma estância hidro-termal situada a sudeste de Goiânia, capital do Estado de Goiás, a 686 metros de altitude. A cidade atrai turistas durante o ano inteiro, em busca de benefícios terapêuticos oferecidos por suas águas, ou simplesmente em busca de descanso e lazer.Caldas Novas Goias

As fontes termais de Caldas Novas foram descobertas no século XVII pelos bandeirantes de São Paulo, que chegaram à região em busca de ouro. O povoado foi fundado em 1749, por ocasião da descoberta de jazidas de ouro no local.

A maior atração de Caldas Novas é o Balneário Municipal, onde a temperatura das águas de suas fontes varia entre 37º C e 42º C. Nas redondezas de Caldas Novas, a 7 km do centro da cidade, encontra-se a Lagoa Quente de Pirapetinga, cercada por florestas e áreas para camping, cujas águas alcançam as mais altas temperaturas da região.

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novembro 17, 2008

Turismo: João Pessoa

Turismo: João Pessoa

João Pessoa - a capital da Paraíba - foi fundada em 1585, com o nome de Filipéia de Nossa Senhora das Neves. João Pessoa é a terceira cidade mais antiga do Brasil, criada com o objetivo de apoiar a colonização do litoral norte da então colônia de Portugal. Graças à sua localização estratégica e ao solo fértil de suas redondezas, apropriado ao cultivo da cana-de-açúcar, a cidade prosperou, o que se reflete hoje na riqueza da arquitetura barroca ali existente.

Entre os principais atrativos da cidade encontram-se a Igreja de São Francisco, clássico exemplo da arquitetura franciscana no país; o convento de Santo Antônio, projetado em 1590 pelo arquiteto franciscano Francisco dos Anjos, cuja construção foi terminada em 1730; e o Monastério, cuja fachada é considerada uma das mais bonitas peças de arquitetura da América Latina, com ricas esculturas e azulejos decorados, além de trabalhos talhados em madeira no interior do templo, que refletem a influência da arte indígena. Existem ainda outros exemplos de arte sacra em capelas e igrejas por toda a cidade, entre os quais chamam a atenção a Capela Dourada, a Catedral, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, o Colégio dos Jesuítas, e o Museu de Arte Sacra.

No Parque Arruda Câmara, também conhecido como Parque da Bica, localizado na parte norte de João Pessoa, encontra-se uma fonte que data do século XVIII, muito procurada por turistas e visitantes. Outra importante atração da cidade é o Espaço Cultural, centro de convenções que recebe o nome do escritor brasileiro contemporâneo José Lins do Rego, originário da Paraíba, que nasceu em 1901, e morreu no ano de 1957. No Espaço Cultural existe uma biblioteca, um teatro, dois auditórios, um cinema, uma galeria de arte e um planetário.

As praias existentes nas cercanias da capital são muito apreciadas por turistas de todas as partes do País. Famosa por seus jangadeiros, a praia de Tambaú encontra-se situada 7 km a leste do centro da cidade. Ao norte, encontram-se as praias de Manaíra, do Bessa e do Poço. Ainda ao norte, a 25 km de João Pessoa, encontram-se o porto de Cabedelo, onde foi construído em 1589, e reconstruído de 1611 a 1622, o Forte Santa Catarina, localizado na praia da Ponta de Mato. Em direção ao sul, a 14 km de João Pessoa, encontra-se o ponto mais ocidental do continente americano, a Ponta do Seixas, localizada no Cabo Branco. No litoral sul, a 48 km da capital, fica a praia de Tambaba, onde é permitida a prática do naturalismo, em áreas turísticas familiares.

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novembro 07, 2008

Turismo: Manaus

Turismo: Manaus

Manaus, capital do Estado do Amazonas, situa-se às margens do rio Negro e é hoje um importante centro industrial de fabricação de materiais elétricos e eletrônicos. A cidade teve um grande desenvolvimento a partir de 1967, com a criação da Zona Franca de comércio e indústria em seu território. Desde então, Manaus vem sofrendo grandes transformações, que se refletem em todos os aspectos da vida dos habitantes da cidade.

Nos primeiros anos do século XX, a cidade de Manaus vivia em grande opulência, constituindo-se importante centro cultural. Os antigos senhores da borracha, que pretendiam edificar uma cidade em estilo europeu, tornaram-na conhecida como a "Paris dos Trópicos". A paisagem arquitetônica local contribuía para confirmar o luxo e a ostentação em que viviam seus habitantes. Reflexo desse período de prosperidade encontra-se em alguns monumentos arquitetônicos de Manaus, como o Teatro Amazonas, inaugurado em 1896 e declarado patrimônio nacional em 1965. Construído nos estilos eclético e neo-clássico, com materiais e artistas trazidos da Europa, sua nave central, em formato de harpa, tem capacidade para 640 pessoas na platéia. Existem ainda na cidade construções que refletem os traços da engenharia inglesa, como o dique flutuante do porto e seus edifícios adjacentes; e o Palácio da Justiça, que possui traços da arquitetura francesa. Muitas das construções da cidade sofreram influência do estilo art nouveau, como são os casos de alguns edifícios e do Mercado Municipal.

Um dos mais procurados pontos turísticos da cidade de Manaus é a Praia de Ponta Negra, situada nas margens do Rio Negro, a 13 km do centro da cidade. No período de vazante do rio as areias avançam sobre o seu leito, formando um belo contraste com as águas escuras.

Destaca-se ainda na cidade de Manaus o extenso bosque existente na sede do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, onde também se encontra um Jardim Botânico, rico em espécies da flora da região amazônica, além de um Jardim Zoológico onde existem diversos animais cujas espécies se encontram em extinção.

São também importantes os museus encontrados na cidade de Manaus, que revelam informações diversas sobre a história e o estilo de vida do homem da floresta. Entre os principais destacam-se o Museu do Índio, com grande acervo de objetos das nações indígenas do alto Rio Negro; o Museu de Ciências Naturais da Amazônia, onde pode ser encontrada grande variedade de insetos e animais embalsamados; o Museu do Homem do Norte, com coleções de objetos que traduzem o modo de vida, os costumes e a cultura do habitante local; e o Museu do Porto, que possui acervo de peças históricas, documentos, planos e instrumentos dos ingleses que construíram o porto, em 1904.

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outubro 31, 2008

Turismo: Fortaleza

Turismo: Fortaleza

Fortaleza, a capital do Estado do Ceará, foi fundada em 1810 e é hoje a quinta maior cidade brasileira em número de habitantes. Constitui-se importante centro turístico, com praias constantemente procuradas por turistas brasileiros e do exterior.

Entre os principais pontos turísticos da cidade, destacam-se o Museu de Arte e Cultura Populares, localizado no mesmo local onde funciona a sede da EMCETUR, prédio da antiga cadeia local, onde também podem ser encontradas mais de cem pequenas lojas que comercializam produtos artesanais da região; o Mercado Central, com mais de 600 boxes de vendas dos mais variados artigos, desde produtos artesanais, bordados e redes, a ervas medicinais e artigos de utilidade doméstica; o teatro José de Alencar, que possui estrutura de ferro em estilo art-nouveau, construído em 1910 e restaurado em 1991; o Museu Histórico e Antropológico do Ceará; o Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará; e o Centro de Preservação da História Ferroviária do Ceará.

As belas praias constituem atração especial na região da capital cearense. No centro da cidade encontram-se as praias de Iracema, Formosa, do Ideal, do Diário, do Meireles e do Mucuripe, atraentes por sua paisagem e oportunidades de lazer em sua orla, como restaurantes, bares e pistas para caminhadas e ciclismo. A paisagem da praia do Mucuripe, com suas jangadas chegando e saindo para a pesca, é muito apreciada por turistas, que podem ainda alugar saveiros para explorar locais do litoral, impossíveis de serem apreciados por terra. Ainda próxima ao centro da cidade de Fortaleza, encontra-se a praia do Futuro, com grandes dunas de areia e águas límpidas, próprias para o banho de mar.

Lindas praias cobertas de dunas e coqueiros podem ainda ser encontradas nas proximidades da cidade de Fortaleza. A noroeste, destacam-se as praias de Icaraí e Cumbuco, a sudeste encontra-se o balneário de Porto das Dunas, com o Beach Park e Aqua Park, onde podem ser alugados buggies, barcos e equipamentos diversos para a prática de esportes náuticos e aquáticos.

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outubro 26, 2008

Turismo: Brasília

Turismo: Brasília

Brasília é conhecida mundialmente pela sua arquitetura e foi reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade. Em quase quatro décadas de existência, Brasília ganhou vida própria, deixou de ser um mero centro administrativo, viu sua população crescer em proporções inusitadas, criando vida noturna e opções de lazer que vão desde manifestações artísticas até entretenimentos comunitários compatíveis com sua vocação de centro aglutinador das mais variadas culturas do Brasil e de outros países.

A cidade dispõe atualmente de mais de setenta hotéis, sendo 35 classificados pela Empresa Brasileira de Turismo como de cinco estrelas, seis de quatro estrelas, 14 de três estrelas, sete de 2 estrelas e três de uma estrela. Somado esse total aos outros meios de hospedagem chega-se a uma oferta de mais de treze mil leitos disponíveis na capital federal.

Brasília dispõe de vários pontos turísticos tradicionais, dentre os quais destacam-se o Congresso Nacional, o Memorial JK, o Museu do Catetinho, o Museu Etnográfico, o Museu de Artes e Tradições do Nordeste, os palácios da Alvorada, do Planalto e do Itamaraty, além da Torre de Televisão, do Panteão da Pátria Tancredo Neves, do Santuário Dom Bosco e do Templo da Legião da Boa Vontade (LBV), este, um campeão de visitações.

À noite, o turista dispõe de várias casas de espetáculo, sendo a mais importante delas o Teatro Nacional Cláudio Santoro, que abriga três confortáveis salas de espetáculos Villa Lobos, Martins Penna e Alberto Nepomuceno

O fluxo de turistas nacionais e estrangeiros a esses pontos turísticos ultrapassou dois milhões de visitantes anualmente nos últimos anos. A abertura nos finais de semana, dos principais prédios públicos da cidade, como o Palácio do Itamaraty, Senado Federal, Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal Federal contribuiu para o aumento do número de visitantes.

Os turistas de outros países que chegam à Brasília têm como motivação principal o turismo de lazer. Outros visitam a cidade a negócios ou para participarem de eventos. Não há dificuldades para o turista estrangeiro fazer a troca de moeda, pois há mais de trinta instituições financeiras e de turismo habilitadas para fazer o câmbio de qualquer moeda do mundo.

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outubro 13, 2008

Turismo: A Bahia

Turismo: A Bahia

O Estado da Bahia está localizado ao sul da Região Nordeste do Brasil. Ocupa área de 559.951 km2, limitando-se ao norte com os Estados de Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Piauí; a leste com o Oceano Atlântico, ao sul com os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo; e a oeste com os Estados de Goiás e Tocantins.

Sua costa litorânea tem 932 km de extensão e o relevo de seu território caracteriza-se por grande diversidade, que inclui a existência de dunas, planícies e manguezais no litoral; um planalto localizado na parte sudeste; uma região de clima e vegetação semi-áridos e a depressão do vale do rio São Francisco, que corta o Estado. O ponto mais elevado de seu território é a serra do Barbado, com 2.033 metros de altitude. O clima predominante é tropical, com temperaturas médias anuais que oscilam entre 19,2º C e 26,6º C. As temperaturas mais baixas, que chegam a 6,1º C, ocorrem no município de Caetité, enquanto a mais alta, 41º C, é normalmente registrada no município de Remanso. A média de precipitação anual varia de 363 mm, nas porções norte e nordeste do Estado, a 2.000 mm registrada na planície costeira do município de Ilhéus.

A Bahia possui extensão de 1.065 km coberta por cursos d’água. O principal rio do complexo hidrográfico do Estado da Bahia é o São Francisco, cuja bacia ocupa área de 304.421,4 km2. A bacia do São Francisco se estende até o extremo norte do Estado, beneficiando, em seu curso, alguns centros econômicos e parte da sua região semi-árida. Outras bacias também importantes pertencem aos rios Itapicuru, Paraguaçu, Contas, Pardo e Jequitinhonha.

O Estado baiano tem quase 130.000 km de estradas de rodagem ligando todos os seus municípios, tanto para o transporte de carga como o de passageiros. As estradas de ferro são operadas pelo sistema da Rede Ferroviária Federal, através de três troncos principais, que têm origem na rota entre Salvador e Alagoinhas. O primeiro se estende em direção ao sul, para a cidade de Montes Claros no Estado de Minas Gerais, onde se conecta ao sistema ferroviário da Região Sudeste; o segundo entroncamento segue rumo ao norte, em direção à cidade de Juazeiro e ao Estado do Piauí; e o terceiro liga o Estado da Bahia ao Estado de Sergipe, até alcançar a cidade de Propriá.

Há três importantes portos marítimos na Bahia, por onde são escoadas as mercadorias produzidas localmente, especialmente petroquímicos. O Porto de Salvador, situado na baía de Todos os Santos, tem capacidade para 2.400.000 toneladas/ano de carga. O Porto de Aratu, também localizado na baía de Todos os Santos, no município de Candeias, tem capacidade para 1.522.000 toneladas/ano de carga líquida; 1.434.000 toneladas/ano de carga sólida; e 430.000 toneladas/ano de produtos gaseificados. O Porto de Ilhéus, ao sul do Estado, tem ampla área especializada no carregamento de combustíveis líquidos.

A população do estado é de 12.645.982 habitantes, distribuídos em 415 municípios, com densidade populacional de 21,6 habitantes por km2. A composição demográfica da Bahia indica que 59 % da população encontra-se na área urbana, enquanto 40,9 % vive no meio rural. As mulheres representam 50,6 % do total de habitantes e os homens, 49,4 %. A população na faixa etária de 0 a 14 anos corresponde a 39,7 % do total; entre 15 e 59 anos representa 53,4 %; e acima 60 anos representa 6,9 % do total de habitantes do Estado.

Salvador, capital do Estado, é a mais importante cidade baiana e também a mais populosa da Bahia, com quase três milhões de habitantes. Feira de Santana vem em segundo lugar, seguida de Vitória da Conquista, Ilhéus, Itabuna, Juazeiro, Camaçari, Barreiras e Simões Filho.

A Bahia foi o local onde, primeiramente, aportaram os portugueses no Brasil, em 1500. Seu povoamento teve início no ano de 1534, sob forte influência dos jesuítas. A cidade de Salvador foi fundada em 1549 como a primeira capital do Brasil, pelo Governador-Geral Tomé de Souza. O tráfico de escravos africanos teve, na Bahia, um de seus principais pólos receptores no Brasil.

No século XVIII, a região foi atacada por holandeses, expulsos depois pelos portugueses, com o reforço de milhares de brasileiros, filhos de europeus com indígenas, que habitavam a terra. Como primeiro foco de colonização portuguesa no Brasil, a Bahia manteve, por cerca de um século, o título de mais importante porto marítimo do hemisfério sul, movimentando intenso comércio com a Europa, Ásia e África, enquanto a criação de gado, o plantio da cana e o fabrico de açúcar impulsionavam a colonização do interior.

Em 1798, ocorreu na região a Conjuração Baiana, também conhecida como Revolta dos Alfaiates que, inspirada nas idéias da Revolução Francesa e da Inconfidência Mineira, propunha a independência, a igualdade racial, o fim da escravidão e o livre comércio entre os povos. Teve a participação de escravos, negros libertos e pequenos artesãos da Bahia, que divulgaram, na ocasião, um manifesto conclamando o povo para um levante em defesa da República Baiense. O movimento foi delatado e reprimido. Alguns integrantes da facção mais popular foram condenados à morte e outros ao exílio.

Outro acontecimento marcante na história da Bahia foi a Guerra de Canudos, em 1897. A população humilde do sertão baiano passara a ver em Antonio Vicente Mendes Maciel, o Conselheiro, um líder espiritual messiânico que teve seu movimento violentamente sufocado por tropas federais, comandadas pelo major Moreira César. A vila por ele fundada, Belo Monte, com 25 mil habitantes, foi inteiramente destruída e sua população massacrada. O episódio gerou o famoso livro "Os Sertões", do escritor brasileiro Euclides da Cunha; "A Guerra do Fim do Mundo", do escritor peruano Mario Vargas Llosa; e o filme épico "Canudos", do cineasta Sérgio Resende.

Síntese da influência européia, indígena e africana, a cultura baiana desenvolveu características próprias, traduzidas especialmente nos livros de Jorge Amado, seu mais ilustre escritor, e de João Ubaldo Ribeiro. Nas artes figurativas destacam-se nomes como o de Caribé, Mário Cravo, Calazans Neto, Carlos Bastos e Hansen Bahia.

A capoeira é importante exemplo dos diferentes tipos de folclore baiano. É um tipo de dança e luta cuja coreografia envolvente torna-se muito atrativa ao espectador. Foi introduzida na região pelos escravos, que realizavam uma forma de jogos de dança com utilização de técnicas de luta acrobática. O instrumento chamado berimbau, uma das marcas registradas da Bahia, é o responsável pela manutenção do ritmo na performance da capoeira.

Entre as danças mais populares do Estado baiano encontram-se também o maculelê e o samba-de-roda. A primeira originou-se com os trabalhadores das plantações de cana-de-açúcar na região de Santo Amaro e o samba-de-roda, dança em que solistas executam os passos no centro de uma roda, teve origem na região de Cachoeira, ambas a menos de duas horas de viagem de Salvador, por via terrestre.

Uma das formas mais representativas da arte no Estado, o artesanato confeccionado na Bahia inclui especialmente artigos em couro, madeira, barro, metal e fibras. Os mais importantes centros artesanais encontram-se nas cidades de Feira de Santana (couro); Maragogipinho, Rio Real e Cachoeira (barro); Caldas do Jorro, Caldas de Cipó e Itaparica (palha); Rio de Contas e Muritiba (metal); Ilha da Maré (bordados e tecelagem); Jequié, Valença e Feira de Santana (madeira); Santo Antonio de Jesus, Rio de Contas e Monte Santo (ouro e prata).

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setembro 01, 2008

Hinos: Estado do Ceará

Hinos: Estado do Ceará

Terra do sol, do amor, terra da luz!
Soa o clarim que tua glória conta!
Terra, o teu nome a fama aos céus remonta
Em clarão que seduz!
- Nome que brilha - esplêndido luzeiro
Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!

Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!
Chuvas de prata rolem das estrelas...
E despertando, deslumbrada, ao vê-las
Ressoa a voz dos ninhos...
Há de florar nas rosas e nos cravos
Rubros o sangue ardente dos escravos.

Seja teu verbo a voz do coração,
verbo de paz e amor do Sul ao Norte!
Ruja teu peito em luta contra a morte,
Acordando a amplidão.
Peito que deu alívio a quem sofria
e foi o sol iluminando o dia!

Tua jangada afoita enfune o pano!
Vento feliz conduza a vela ousada!
Que importa que no seu barco seja um nada
Na vestidão do oceano,
Se à proa vão heróis e marinheiros
E vão no peito corações guerreiros?

Sim, nós te amamos, em aventuras e mágoas!
Porque esse chão que embebe a água dos rios
Há de florar em meses, nos estios
E bosques, pelas águas!
selvas e rios, serras e florestas
Brotem no solo em rumorosas festas!

Abra-se ao vento o teu pendão natal
sobre as revoltas águas dos teus mares!
E desfraldado diga aos céus e aos mares
A vitória imortal!
Que foi de sangue, em guerras leais e francas,
E foi na paz da cor das hóstias brancas!

Letra: Tomás Lopes
Música: Alberto Nepomuceno
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agosto 15, 2008

Hinos: Estado da Bahia

Hinos: Estado da Bahia

Nasce o sol a 2 de julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que neste dia
Até o sol é brasileiro

Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações

Salve, oh! Rei das Campinas
De Cabrito e Pirajá
Nossa pátria hoje livre
Dos tiranos não será

Nunca mais o despotismo
Regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações

Cresce, oh! Filho de minha alma
Para a pátria defender
O Brasil já tem jurado
Independência ou morrer

Letra: Ladislau dos Santos Titaro
Música: José dos Santos Barreto
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agosto 08, 2008

Hinos: Estado do Amazonas

Hinos: Estado do Amazonas

Nas paragens da história o passado
é de guerras, pesar e alegria,
é vitória pousando suas asas
sobre o verde da paz que nos guia.
Assim foi que nos tempos escuros
da conquista apoiada ao canhão,
nossos povos plantaram seu berço,
homens livres, na planta do chão.

Amazonas, de bravos que doam,
sem orgulho nem falsa nobreza,
aos que sonham, teu canto de lenda,
aos que lutam, mais vida e riqueza.

Hoje o tempo se faz claridade,
só triunfa a esperança que luta,
não há mais o mistério e das matas
um rumor de alvorada se escuta.
A palavra em ação se transforma
e a bandeira que nasce do povo
liberdade há de ter no seu pano,
os grilhões destruindo de novo.

Tão radioso amanhece o futuro
nestes rios de pranto selvagem,
que os tambores da glória despertam
ao clarão de uma eterna paisagem.
Mas viver é destino dos fortes,
nos ensina, lutando, a floresta,
pela vida que vibra em seus ramos,
pelas aves, suas cores, sua festa.

Letra: Jorge Tufic
Música: Claudio Santoro
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agosto 05, 2008

Hinos: Estado do Amapá

Hinos: Estado do Amapá

Eia! Povo destemido
Deste rincão brasileiro,
Seja sempre o teu grito partido
De leal coração altaneiro.

Salve! Rico torrão do Amapá,
Solo fértil de imensos tesouros,
Os teus filhos alegres confiam
Num futuro repleto de louros.

Se o momento chegar algum dia
De morrer pelo nosso Brasil
Hão de ver deste povo à porfia
Pelejar neste céu cor de anil.

Eia! Povo herói, varonil
Descendente da raça guerreira,
Ergue forte, leal, sobranceira
A grandeza do nosso Brasil.

Salve! Rico torrão do Amapá...

Letra: Joaquim Diniz
Música: Oscar Santos
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agosto 01, 2008

Hinos: Estado de Alagoas

Hinos: Estado de Alagoas

Alagoas, Estrela radiosa,
Que refulge ao sorrir das manhãs,
Da República és filha donosa,
Maga Estrela entre estrelas irmãs.

A alma pulcra de nossos avós.
Como bênção de amor e de paz,
Hoje paira, a fulgir sobre nós,
E maiores, mais fortes nos faz.

Tu, liberdade formosa,
Gloriosa hosana entoas:
– Salve, ó terra vitoriosa,
– Glória à terra de Alagoas.

Salve, ó terra que entrando no templo.
Calma e avante da indústria te vás;
Dando às tuas irmãs este exemplo,
De trabalho e progresso na paz!

Sús! Os hinos de glória já troam!
A teus pés os rosaes vêm florir!
Os clarins e as fanfarras ressoam,
Te levando em triunfo ao porvir!

Tu, liberdade formosa,
Ao trabalho hosana entoas;
– Salve, ó terra futurosa,
– Glória à terra de Alagoas!

Letra: Luiz Mesquita
Música: Benedito Silva
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julho 26, 2008

Hinos: Estado do Acre

Hinos: Estado do Acre

Que este sol a brilhar soberano
Sobre as matas que vêem com amor
Encha o peito de cada acreano
De nobreza, constância e valor...
Invencíveis e grandes na guerra,
Imitemos o exemplo sem par
Do amplo rio que briga com a terra,
Vence-a e entra brigando com o mar.

Fulge um astro na nossa bandeira,
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis

Triunfantes da luta voltando,
Temos n’alma os encantos do céu
E na fronte serena, radiando,
Imortal e sagrado troféu,
O Brasil a exultar acompanha
Nossos passos, portanto é subir,
Que da glória a divina montanha
Tem no cimo o arrebol do porvir.

Letra: Francisco Mangabeira
Música: Mozart Donizeti
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julho 21, 2008

Viagem: Sabará | Minas Gerais - Brasil

Turismo e Viagem: Sabará | Minas Gerais - Brasil

Sabará é um município do estado de Minas Gerais, pertencente à Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Localizada em um majestoso vale, no encontro dos rios das Velhas e Sabará, a bela cidade mineira nasceu da corrida pelo ouro no séc. XVIII. Poucas cidades conseguem, como ela, manter a arquitetura quase intacta, a ponto de poder contar toda a história de uma época numa simples caminhada por suas ruas.

Sabará é um retrato fiel de um dos períodos mais fascinantes da história do Brasil, contada através da arquitetura barroca de suas igrejas, das minas escondidas nas montanhas, das bateias e outros instrumentos rudimentares utilizados na extração do ouro. Muitos deles, por sinal, ainda hoje podem ser encontrados no fundo dos rios.

Passear pelas ruas e arredores da cidade é conhecer parte da gloriosa saga dos bandeirantes em busca de ouro, e de como se formou a emergente sociedade mineira. É também estar em um museu a céu aberto.

Por conta disso, a cidade desperta o interesse de turistas e estudiosos que podem admirar no centro urbano as melhores talhas representativas do movimento barroco.

Sabará fica no Circuito do Ouro, na zona turística central mineira. As principais atrações são os sobrados, igrejas e casarões espalhados pelas ruas estreitas e seculares da cidade.
  • Eventos
Semana Santa
Tradição no município, a Semana Santa é celebrada com a representação ao vivo da Paixão e Morte de Cristo, em um ritual muito bonito. Apresentações de liturgias solenes, da Via Sacra da Penitência, e diversas procissões também fazem parte das comemorações.

Festival de Sabará
Durante todo o mês de julho são realizadas atividades e oficinas culturais para comemorar a elevação de Sabará à Villa Real.

Festa de N.Sra. da Assunção
Tradicional comemoração no distrito de Ravena (antigo Arraial da Lapa), um dos primeiros núcleos formadores da região. Novena, barraquinhas, missa, shows musicais, leilões e procissão marcam o tradicional evento.

Festival da Cachaça
Realizado na Praça de Esportes com degustação e venda das melhores aguardentes mineiras. Barraquinhas, shows musicais, Concurso da Melhor Cachaça e do Melhor Tira-Gosto.

Festa do Divino
Festa tradicional na cidade, com a participação do Mordomo e Imperador, que organizam todo o evento, com a Sociedade do Divino Espírito Santo. Levantamento de mastro e bandeira, procissões, distribuição do pão e medalhas.
  • Atrações
Igreja Nossa Senhora do Rosário
Teve suas obras iniciadas em 1768 e revela a fé e força do negro africano. Os escravos decidiram construir sua própria igreja, mas a decadência das minas de ouro não permitiu que fosse concluída.

Igreja Nossa Senhora da Carmo
Um dos palcos mais espetaculares da arte e da genialidade de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. As imagens de San Juan de La Cruz, São Simão Stock e os Atlantes são atribuídas ao artista.

Igreja São Francisco de Assis
Antes de sua construção existia no local uma tosca capela dedicada à N.Sra. Rainha dos Anjos, da qual São Francisco era devoto. As obras começaram em 1781, tomando impulso entre 1798 e 1805.

Teatro Municipal
É o segundo teatro mais antigo do Brasil, em pleno funcionamento. De excelente acústica, tem, em suas linhas arquitetônicas, a influência dos teatros ingleses do reinado de Elizabeth I. Por isso é conhecido também como Teatro Elizabetano.

Museu do Ouro
Autêntico exemplar da rude arquitetura colonial brasileira do século XVIII (1713). Antiga Casa de Intendência e Fundição (única construção com estas características ainda de pé no Brasil), funcionou durante algum tempo como colégio. Possui exposição permanente de peças do mobiliário e arte sacra no pavimento superior, que serviu de residência para o Intendente. O térreo é calçado com pedras redondas e guarda peças relacionadas à extração, processo de fundição, cunhagem e controle do ouro.
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julho 15, 2008

Viagem: Urubici | Santa Catarina - Brasil

Turismo e Viagem: Urubici | Santa Catarina - Brasil

A charmosa cidade de Urubici nasceu em 1915 como vila de São Joaquim. Hoje, suas belezas naturais têm atraído turistas de todas as partes em busca das belas paisagens da Serra Catarinense. Localizada no vale do Rio Canoas, a cidade tem nos morros, vales e cachoeiras lugares perfeitos para quem quer descansar ou se aventurar.

No inverno rigoroso, entre os meses de junho e agosto, a neve pode aparecer, dando ares europeus às ruas. A cidade registrou, em 1996, a temperatura mais baixa já marcada pelos termômetros no Brasil, -17,8°C. O clima é ideal para aproveitar um bate-papo em frente à lareira, tomar um bom vinho ou apenas relaxar. Ao longo de sua história, a cidade sofreu a influência de portugueses, italianos, alemães, africanos e letões, que deixaram suas características na cultura, nas artes, na arquitetura e na culinária. A cidade é conhecida também como a terra das hortaliças pela variedade e qualidade da produção local.

Em visita a Urubici, o turista não pode deixar de conhecer o Morro da Igreja, ponto mais alto do sul do Brasil, com 1.827 metros de altitude; e a Cascata do Avencal, com 100 metros de queda livre. Também merecem ser vistas as inscrições rupestres deixadas nas cavernas indígenas há mais de quatro mil anos. As belezas naturais de Urubici fazem com que a cidade seja muito procurada por mochileiros. Seus cenários são perfeitos para a prática de ecoturismo e turismo de aventura, com suas diversas trilhas, cachoeiras e montanhas.
  • Atrações
Morro da Igreja
Localizado no centro do Parque de São Joaquim, o Morro da Igreja é um dos mais bonitos da região. Com 1.822 metros de altitude, é o ponto culminante do estado, muito procurado por praticantes de escalada e montanhismo. Em dias claros, torna-se um ótimo mirante para as escarpas da Serra Geral e até para o litoral, a mais de 60 quilômetros de distância. No Morro da Igreja também foi registrada a temperatura mais baixa do Brasil -17,8ºC.

Pedra Furada
Formação rochosa com um furo em forma de janela, com aproximadamente 30 metros de circunferência, moldada pela ação da natureza em meio à Mata Atlântica. Pode ser vista a partir do Morro da Igreja.

Nascentes do Rio Pelotas
As nascentes do Rio Pelotas estão numa região de campos alagados, onde existem trilhas. De lá também é possível avistar o Morro da Igreja.

Serra do Corvo Branco
Um dos locais mais visitados do município, possui uma estrada que liga Urubici a Grão-Pará e cruza seu ponto mais alto a 1.470 metros de altitude. No trajeto até lá é possível avistar cânions e vales profundos de diversos mirantes. No inverno há possibilidade de nevar.

Cachoeira do Avencal
Uma das mais belas quedas d’água da região, a Cachoeiras do Avencal possui 88 metros de altura. Para chegar até lá, é necessário caminhar por trilha de 800 metros.

Morro do Campestre
Localizado a 8km do centro de Urubici, esse morro possui mirante com vista parcial do Vale do Rio Canoas. O melhor horário para visitação é durante o pôr-do-sol.
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julho 07, 2008

O Golfe no Brasil

O Golfe no Brasil

O golfe é o esporte que mais cresce no mundo: 10% ao ano. É também o esporte que apresenta menor índice de desistência entre os iniciantes: de cada 10 pessoas, 8 continuam a jogar. A palavra golfe provém do inglês golf – que, por sua vez, vem do alemão kolb –, que significa taco. A origem desse esporte cheio de elegância tem várias versões. Mas uma das mais prováveis é que os escoceses o tenham criado por volta de 1400.

Suas regras, tal qual são conhecidas hoje, foram definidas no século XVIII, no ano de 1744, na cidade de Edimburgo, na Escócia. E o jogo consiste em sair de um local determinado, em campo aberto, e embocar a bola com o menor número de tacadas possível, em buracos estrategicamente colocados em distâncias variadas. Normalmente é disputado em percursos de 18 buracos; e quem totalizar o menor número de tacadas ao término dos 18 buracos é o grande campeão.

O golfe pode ser jogado individualmente ou em grupos de dois a quatro jogadores, e tem como particularidade a ausência de um "adversário" propriamente dito; o único adversário do golfista é o próprio campo, uma vez que não há nada que ele possa fazer no sentido de dificultar o desempenho de outros jogadores. O resultado depende de seu esforço individual e sorte, e cada golfista luta para baixar a sua pontuação total no campo. Em competições oficiais, é proibido um golfista falar com outros jogadores acerca do jogo.

A chegada do esporte ao Brasil ocorreu de forma bem curiosa. No final do século XIX, engenheiros ingleses e escoceses que construíam a Estrada de Ferro Santos–Jundiaí convenceram monges beneditinos a ceder parte do terreno do Mosteiro de São Bento para a construção do primeiro campo de golfe do país, na região atualmente situada entre a Estação da Luz e o Rio Tietê.

A expansão da cidade em direção ao rio obrigou a transferência do campo, em 1901, para um local próximo à confluência das avenidas Paulista e Brigadeiro Luiz Antônio. O local, até hoje, é denominado "Morro dos Ingleses", devido aos tais "ingleses" que jogavam golfe por lá.

Em 1957, representantes do Royal & Ancient Golf Club of Saint Andrews – considerado o berço do golfe – e da United States Golf Association reuniram-se em Washington para organizar o primeiro campeonato mundial por equipes. O Brasil foi convidado a participar por meio de Seymour G. Marvin, na época único brasileiro sócio de Saint Andrews.

E o Brasil marcou presença no World Amateur Team Championship em Saint Andrews, na Escócia, com a equipe formada por Humberto de Almeida, Raul Borges, Sylvio Pinto Freire Jr. e João Barbosa Correa, capitaneada por Seymour. Até os dias atuais, o Brasil e os Estados Unidos são os dois únicos países que participaram de todos os campeonatos mundiais.

O Brasil tem hoje 62 campos de golfe oficiais e passa por um período de franca expansão do esporte, graças ao desenvolvimento de novos projetos e ações de marketing que visam a propagar o golfe em todo o país.

A exemplo do que acontece em outros países, o golfe está em grande expansão no Brasil. A diretoria da Federação Paulista de Golfe e as federações dos Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná estão desenvolvendo diversos projetos para ampliar o esporte no país.
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